Pular para o conteúdo principal

Novidade

O Ponto dos Contos: Crônicas Improváveis

Sinopse O Ponto dos Contos – Crônicas Improváveis reúne histórias bem-humoradas, irreverentes e surpreendentes que despertam aquilo que existe de mais espontâneo nas pessoas: o riso. Em tempos marcados pelo excesso de estresse, ansiedade e excesso de informações, a literatura também pode ser uma ferramenta de bem-estar. Cada página foi escrita para proporcionar momentos leves, divertidos e capazes de arrancar boas gargalhadas. Porque sorrir faz bem. E quando o sorriso aparece, ele merece ser bonito. É justamente nesse ponto que a literatura encontra a odontologia: enquanto o livro desperta o sorriso, os profissionais da saúde bucal cuidam para que ele seja saudável, bonito e duradouro. O Direito de Ser Estranho (Apresentação) Em um mundo obcecado pela produtividade e pela padronização do comportamento, vivemos em uma época particularmente inclinada a transformar diferenças, desconfortos e comportamentos incomuns em explicações rápidas. É o império do diagnóstico instantâneo: aquele qu...

Ventos do Catimbau - Irailda Leandro

 

A Homenagem à Educadora Irailda Leandro Carvalho, que integra o Livro Ventos do Catimbau: o Ser'tão Forte, de Tonny Aguiar e Biu Di Braga, que será a base do Material didático para as Palestras e Oficinas do Projeto homônimo que tem como objetivo identificar, qualificar e publicar as novas safras de escritores do Sertão, é mais do que merecida: é uma forma de reconhecer as atividades dessa Lutadora pela Educação que vão além das suas responsabilidades como professora.

Irailda Leandro é sinônimo de luta: sua trajetória em prol da educação quilombola, suas atividades ligadas Quilombo Mundo Novo, ao Vale do Catimbau e à Caatinga, sem sombra de dúvidas a faz representante dos objetivos do Projeto Ventos do Catimbau no que tange ao desenvolvimento econômico e socioambiental através da Educação.

Os Homenageados no Livro e no Projeto são seis mulheres e um homem que, acima do gênero são pessoas, e com suas condutas e trajetórias merecem o "Reconhecimento". Não, apenas, pela luta de uma vida, mas pela luta de um Povo: é "Reconhecimento" pela luta de Todos; pelos Direitos de Todos ao Respeito e à Existência Pacífica, porque somos todos iguais, mesmo "diferentes"; porque temos uma ancestralidade única como "Seres Humanos"!

O "Reconhecimento" é para "quem levanta a voz" em nome de Todos!

Acredite no que você acreditar, eu acredito na Energia, na Força da Natureza, da qual faço parte, mesmo sem, ainda, entender, completamente, o meu papel no contexto do “Útero Cósmico” do Planeta e com a consciência de que a Terra não é o lugar onde vivo, mas um organismo do qual faço parte, mas isso é outra história que pretendo contar enquanto estiver aqui.

“Eu não posso respirar’...
Eu não devo, não quero,
Pois, quando falta o ar,
Percebo que espero
Que seja pesadelo;
Sombra de atropelo
Do qual “posso” acordar.

Esperança não basta!
Nós precisamos lutar,
Nessa campina vasta
E firmar nosso lugar.
Em um mundo fascista,
Entre gente racista,
Eu “não quero” respirar.

“Vidas negras importam”
Olhos negros despertam.

     - Biu Di Braga

Homenagear Irailda Leandro com este poema é uma declaração de Afirmação e Resistência da Identidade Negra no Sertão Pernambucano. É sobretudo uma declaração de Reconhecimento pelo incansável trabalho dessa Guerreira da Educação.

Irailda Leandro Carvalho
, Educadora, escritora e pesquisadora das palavras, é, ainda, Liderança Quilombola, Feminista Negra, Sindicalista e Presidenta da Associação de Regaste Histórico e Cultural do Povo Afrodescendente (Arhca) em Arcoverde/PE. Acredita no poder da escuta, da linguagem e da leitura para transformar o mundo. Nascida no sertão Pernambucano, carrega no olhar o brilho de quem venceu distâncias e desafios para fazer da palavra a sua morada. Coerente com os objetivos e motivação dessa homenagem, mesmo com sua reconhecida trajetória, em prol da Educação da nossa gente, declara-se “apenas alguém que descobriu ainda criança o poder da educação formal, assim dediquei minha vida a educação para todos e todas que se encontram comigo nos caminhos da vida” e se destaca como liderança e inspiração.

Mestra em Educação pela Universidade Federal de Pernambuco, dedica-se à construção de projetos literários e à publicação de textos que atravessam fronteiras entre o ensino, a arte e a cultura popular. Como autora, suas palavras já moraram em livros e artigos acadêmicos, sempre guiadas por uma paixão: a de contar histórias que acolham, provoquem e inspirem.

Hoje, atua como semeadora de novos mundos, incentivando a descoberta de vozes e seus próprios caminhos. Para ela, todo texto é um gesto de coragem e cada jovem, um mundo à espera de ser contado.

“Tinha uma Sopa Deliciosa”

Uma singela frase, mas com o poder de calar com um silêncio respeitoso — melhor do que qualquer ovação — a imensa inquietação pela busca de uma razão para existir. Penso que encontrar a razão que nos move, nosso propósito, é o que nos reafirma como frutos de nossas decisões e não como frutos das circunstâncias advindas das condições que viemos ao mundo. Sobretudo, contextualiza, de forma emblemática, uma frase memorável do Educador e Filósofo Paulo Freire que diz: “A humildade exprime uma das raras certezas de que estou certo: a de que ninguém é superior a ninguém”.

A frase, que encabeça este texto, foi extraída do Capítulo VIII — Memórias de Mulheres Negras de Buíque sobre o cotidiano Escolar, assinado por Irailda Leandro da Silva, do Livro Educação, Escolarização e Identidade Negra: 10 anos de pesquisa sobre relações raciais no PPGE/UFPE, organizado por Eliete Santiago, Delma Silva, Claudilene Silva. Editora Universitária da UFPE. Recife, 2010.

As palavras transcritas por Iralda Leandro, em seu belíssimo trabalho, conseguem me transportar no tempo. De volta à minha infância, transpassando a consciência de um menino que se atreveu a ir contra as determinações do seu pai e aceitar os conselhos de uma Mestra, que reconhecia na “criança esquisita” um futuro diferente do que era desenhado pelas circunstâncias.

É neste ponto, lendo o Portfólio com a extensa e plural trajetória de Iralda Leandro como Educadora, Mestra no sentido amplo da palavra, que minha homenagem se transforma em agradecimento. Pela Confluência Cósmica, ou pelo Fluido Cósmico Universal, ou pelo Axé, ligando passado e presente, recebo, envaidecido, das mãos das Mestras Semeadoras de Novos Mundos, o objeto que mudou a minha vida: um Livro.


Tonny Aguiar
CoAutor

Mais Lidos da Semana

Escreva como um Humano — Antes que isso vire Suspeito!

"IA ou não IA, eis a questão." ~Telmah Parece que finalmente descobrimos o grande método para identificar um texto produzido por Inteligência Artificial : procure um travessão, desconfie dos dois-pontos, fique atento aos conectivos e, se o sujeito apresentar três exemplos para explicar alguma coisa, chame imediatamente a perícia.  Não importa que o travessão tenha atravessado séculos de literatura, que os dois-pontos estejam pacificamente instalados na gramática desde muito antes de alguém imaginar que uma máquina pudesse escrever, que “portanto” , “além disso” e “em suma” façam parte do repertório de qualquer estudante razoavelmente alfabetizado ou que a estrutura de três argumentos seja uma velha conhecida da retórica, da publicidade, da literatura e até da conversa de botequim. Se esses recursos aparecerem juntos, porém, temos um suspeito. Afinal, alguém na internet disse que isso é “cara de texto de IA” . E, como sabemos, depois que alguma coisa ganha a respeitável chan...

O livro, A árvore e a Contradição Digital

O livro, a Árvore e a Contradição Digital A polêmica provocada por Tamara Klink ao pedir que os leitores não comprassem seu livro trouxe uma discussão importante, embora rapidamente reduzida a uma disputa entre defensores e críticos do papel. É verdade que a indústria papeleira utiliza, em grande parte, madeira proveniente de florestas plantadas de eucalipto e pinus. Portanto, não é correto imaginar que cada livro produzido represente simplesmente uma árvore retirada de uma floresta nativa. Mas também seria simplista transformar uma plantação industrial em sinônimo de floresta. Monoculturas extensivas podem produzir impactos sobre biodiversidade, água, solo e organização do território. No Extremo Sul da Bahia, por exemplo, a expansão do eucalipto é objeto de estudos e debates relacionados à concentração fundiária, à redução de áreas destinadas à agricultura e às transformações na vida econômica e social de comunidades rurais. O problema, portanto, não está simplesmente na existência do...

O Ponto dos Contos: Crônicas Improváveis

Sinopse O Ponto dos Contos – Crônicas Improváveis reúne histórias bem-humoradas, irreverentes e surpreendentes que despertam aquilo que existe de mais espontâneo nas pessoas: o riso. Em tempos marcados pelo excesso de estresse, ansiedade e excesso de informações, a literatura também pode ser uma ferramenta de bem-estar. Cada página foi escrita para proporcionar momentos leves, divertidos e capazes de arrancar boas gargalhadas. Porque sorrir faz bem. E quando o sorriso aparece, ele merece ser bonito. É justamente nesse ponto que a literatura encontra a odontologia: enquanto o livro desperta o sorriso, os profissionais da saúde bucal cuidam para que ele seja saudável, bonito e duradouro. O Direito de Ser Estranho (Apresentação) Em um mundo obcecado pela produtividade e pela padronização do comportamento, vivemos em uma época particularmente inclinada a transformar diferenças, desconfortos e comportamentos incomuns em explicações rápidas. É o império do diagnóstico instantâneo: aquele qu...