Sinopse O Ponto dos Contos – Crônicas Improváveis reúne histórias bem-humoradas, irreverentes e surpreendentes que despertam aquilo que existe de mais espontâneo nas pessoas: o riso. Em tempos marcados pelo excesso de estresse, ansiedade e excesso de informações, a literatura também pode ser uma ferramenta de bem-estar. Cada página foi escrita para proporcionar momentos leves, divertidos e capazes de arrancar boas gargalhadas. Porque sorrir faz bem. E quando o sorriso aparece, ele merece ser bonito. É justamente nesse ponto que a literatura encontra a odontologia: enquanto o livro desperta o sorriso, os profissionais da saúde bucal cuidam para que ele seja saudável, bonito e duradouro. O Direito de Ser Estranho (Apresentação) Em um mundo obcecado pela produtividade e pela padronização do comportamento, vivemos em uma época particularmente inclinada a transformar diferenças, desconfortos e comportamentos incomuns em explicações rápidas. É o império do diagnóstico instantâneo: aquele qu...
Há uma frase que resume uma posição muito particular diante da questão do autismo e que atravessa, de maneira mais ou menos explícita, O Ponto dos Contos – Crônicas Improváveis : “Não sei se sou TEA, TDAH, AuDHD ou AH/SD. Não quero saber. Mas não tenho raiva de quem sabe. Pelo contrário: recomendo imenso que procurem saber.” Ela pode parecer, à primeira vista, uma declaração de desinteresse. Não é. Também não é uma negação do autismo, muito menos uma crítica a quem busca um diagnóstico. É, antes de tudo, uma afirmação de liberdade diante de uma pergunta que, para algumas pessoas, é fundamental e, para outras, talvez não seja. No meu caso, a questão nunca esteve em transformar uma possibilidade diagnóstica em identidade literária, tampouco em utilizar um acrônimo para explicar tudo aquilo que vivi, escrevi, pensei ou fiz ao longo da vida. O que existe é uma pergunta que permaneceu aberta. E talvez seja justamente essa pergunta aberta que tenha permitido que O Ponto dos Contos atravess...