Pular para o conteúdo principal

Novidade

Eu no Espelho - Dia Nacional do Escritor

Não deixei o Dia Nacional do Escritor passar em branco... Talvez apenas o tenha deixado passar em preto e branco. Afinal, a folha de photobooth que acompanha esta publicação não é um exercício de vaidade, tampouco uma tentativa de provar que um escritor pode fazer dezesseis caretas diferentes diante de uma câmera. É, antes de tudo, uma pequena confissão. Ontem, 25 de julho, celebramos o Dia Nacional do Escritor . Hoje, resolvi comemorar a data mostrando um pouco daquilo que raramente aparece nas fotografias de divulgação de um livro: a estranha multidão que habita um único autor. Durante muito tempo me perguntaram por que assino obras com nomes diferentes. Alguns imaginam estratégia de mercado; outros, mero capricho estético. A verdade é menos simples e muito mais divertida. Vital Sousa é quem organiza o pensamento, estrutura projetos, pesquisa, estuda e procura dar coerência às ideias. Tonny Aguiar prefere a narrativa, as crônicas, o romance, os personagens que caminham entre o abs...

Luar Cintilante


Há paisagens que pertencem menos à geografia do que à memória afetiva. Em Luar Cintilante, Wirveng Nathan constrói uma cena de extraordinária delicadeza utilizando uma paleta reduzida, poucos elementos compositivos e uma economia de pinceladas que amplia, em vez de limitar, a potência expressiva da obra. Nada parece excessivo; cada cor, cada espaço de silêncio e cada gesto do pincel encontram sua medida exata.

O horizonte baixo entrega protagonismo ao céu profundo, onde uma discreta lua crescente anuncia o tempo dos recomeços. Ao centro da composição, uma árvore de flores rosadas rompe a serenidade da paisagem sem romper o seu silêncio. Ela não se impõe pela grandiosidade, mas pela delicadeza de sua presença, tornando-se um eixo simbólico entre a terra escurecida e a imensidão azul que a envolve. O contraste entre os tons frios do céu e os matizes quentes das flores produz uma tensão poética que transforma a simplicidade da cena em emoção.

As pequenas manchas rosadas espalhadas pelo primeiro plano evocam um campo florido que oscila entre a representação e a lembrança. Nathan não busca reproduzir a natureza com rigor descritivo; interessa-lhe capturar aquilo que ela desperta no observador. Sua pintura aproxima-se da lógica da fotografia poética: uma única imagem é capaz de condensar sentimentos, memórias e estados de espírito que dispensam longas explicações.

Essa capacidade de sugerir mais do que mostrar revela um amadurecimento significativo de sua linguagem artística. A espontaneidade das pinceladas permanece presente, mas agora dialoga com uma composição consciente, onde o vazio possui a mesma importância que a matéria pintada. Em Luar Cintilante, Wirveng Nathan reafirma uma característica recorrente de sua produção: transformar a contemplação em experiência sensível. A obra convida o visitante a desacelerar o olhar e descobrir que a beleza, muitas vezes, manifesta-se justamente naquilo que parece mais simples.

Serviço:

Luar Cintilante

Wirveng Nathan

Acrílica sobre tela (27 x 35 cm) 

Valor: 540,00

Para Comprar fale direto com o Artista

Mais Lidos da Semana

Rally M+is: Transamazônica - Motologia

"Falar é fácil, quero ver fazer!" Partindo de Cabedelo (PB) Quantas vezes você já ouviu esta frase, todas as vezes que você teve uma ideia inovadora; todas as vezes que você pensou em fazer algo, realmente, inovador, diferente? Quantas vezes diante, da descrença das pessoas, você vacilou e desistiu? Nós não desistimos! Amadurecemos nossa ideia até o ponto de ser colhida, até o ponto ideal para ser colocada em prática, até a hora de Agir! Nossa ideia pode até parecer uma completa loucura, uma insensatez, mas foi pensada e planejada nos seus mínimos detalhes: detalhes Bons e Ruins, Ações e Reações, Atitudes e Consequências, Forças e Fraquezas, Oportunidades e Ameaças, o Que, Onde, Porque, Quem, Como, Quando, Quanto... Planejamento concluído e exaustivamente testado e aprovado chegou a hora da Ação! Sem esquecer que a vida do Empreendedor é (ou, necessariamente, deveria ser) um eterno looping de PDCA: Planejar, Desenvolver, Controlar, Ajustar, Planejar... ...

Programa Escritor Efetivo - Transformando Silêncios em Palavras

Apresentação: Sem blá-blá-blá nem mi-mi-mi e, principalmente, sem promessas, pois compreendo que não existe garantia para nada na vida , o Escritor Efetivo é um Programa de Qualificação voltado para Escritores Iniciantes, com ou sem originais prontos - mas com a história, a ideia pronta para ser publicada - que nunca tenham lançado um Livro ou que caíram na conversa de algum espertalhão e perderam dinheiro e credibilidade lançando um Livro "de qualquer jeito". O Propósito do PEE - Programa Escritor Efetivo é a "Efetividade" desde o primeiro passo e está direcionado para a Autopublicação ...  Como "Efetivo", preconizamos o Escritor certo, escrevendo o Texto certo, no Gênero certo, da Maneira certa, no Tempo certo e com Qualidade certa para o Leitor certo... Aqui a  Qualidade  é vista, pela ótica do TQC - Controle de Qualidade Total , aplicado ao Mercado Literário , como um elemento composto de 5 Dimensões :  Qualidade Intrínseca: do Produto (Livro...

Joaquina No Espelho

  No Budismo se diz: “somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com os nossos pensamentos. Com nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo”. Descartes diz: “penso, logo existo”. Com um pouco de raciocínio lógico, penso que posso deduzir que se não pensarmos não seremos nada ou melhor: voltamos, no sentido literal, a ser “bestas” que fazem “besteiras” e iniciamos o fim da humanidade através de uma “involução” para o período Cenozoico. Um cenário nada agradável para quem gosta de pensar. Neste ponto, volto para a frase de Descartes, porque nela, da forma como está colocada, cabe duas ressalvas que, em síntese, é o início da razão desta crônica: a dúvida. Reza a lenda que a mais correta tradução para a famosa frase “cogito ergo sum”, ao invés de “penso, logo existo” deveria ser “penso, portanto sou”. Como simpatizante do Budismo, tenho preferência pela tradução mais coloquial, afinal se, apenas, existo, logo não sou: estou sendo. Esta é a primeira ressalva. Além da questão ser ou nã...