Até certo ponto de sua produção, Wirveng Natham construiu uma trajetória marcada pela representação da presença. Seus personagens e paisagens afirmam identidades e revelam vínculos com a cultura e a natureza. Em A Taça , entretanto, o jovem e emergente artista realiza um movimento silencioso, porém decisivo: substitui a presença pela ausência como elemento estruturador da obra. A mudança é perceptível desde a composição. Sobre um fundo negro absoluto, poucos traços são suficientes para delinear uma taça quase transparente. Não há referências que conduzam o olhar. Tudo o que permanece é um objeto reduzido à sua essência, envolvido por um vazio que deixa de ser simples espaço negativo para assumir protagonismo. A pintura passa a existir menos pelo que mostra do que pelo que deliberadamente escolhe não mostrar. Essa inversão é reforçada pela reflexão proposta pelo próprio artista. Em vez de recorrer ao conhecido dilema entre o recipiente "meio cheio" e "meio vazio", ...
Lindomar - O Menino Que Virou Mar é o primeiro Volume de uma Trilogia baseada na Diáspora dos Nordestinos pelo Brasil e pelo Mundo. E um Conto de Realismo Fantástico, de Tonny Aguiar , que narra a saga de um "retirante por propósito", traduzido para a Linguagem do Cordel por Biu Di Braga : um personagem afoito e irreverente do Conto ganhou vida e obra próprias... Uma peleja de ideias de dois cabras da peste, arretados, para contar tim-tim por tim-tim, sem aumentar um ponto, uma história fantástica cantada nas feiras dos Sertões: "a história de Lindomar, a lenda que termina, para outra começar"; fruto do amor de Biu e Lene Marinho q ue, ao nascer, foi arrebatado pelo mar! Para deixá-los mais curiosos sobre esta história, antecipo um trecho de um dos momentos mais importantes: o encontro de Biu e Lene Marinho, que, mesmo sem saber, fizeram tudo acontecer: a história de Lindomar – o menino do Sertão que, ao nascer, virou mar; a lenda que termina p...