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Mostrando postagens de março, 2026

Novidade

As Faces de Eva - Um Ato Público, Púbico e Não Pudico

Na psicologia do desenvolvimento, a região púbica e o surgimento dos pelos pubianos marcam a travessia da infância para a puberdade. É o sinal visível de que algo amadurece, de que o corpo anuncia uma passagem irreversível rumo à maturidade sexual e simbólica. Não se trata apenas de biologia, mas de consciência: o corpo diz aquilo que a mente ainda precisa aprender a sustentar. Na psicanálise, o púbico - esse território tantas vezes silenciado ou coberto de pudor - não possui um significado fixo ou universal. Ele emerge como imagem, sonho, associação livre. Pode representar a origem da vida, a potência criadora, a vulnerabilidade extrema ou o desejo. Seu sentido é sempre singular, inconsciente, atravessado pela história de cada sujeito. O que se cala no discurso retorna no símbolo. É a partir dessa chave que nasce As Faces de Eva. Este evento se afirma como "Um Ato Público, Púbico e Não Pudico" porque recusa a infantilização do debate sobre gênero, corpo, poder e responsabil...

A Dança dos Macacos

AVISO! O texto a seguir não é uma Apresentação Protocolar: é uma Leitura Crítica com tensão, conceito e identidade autoral. Necessariamente porque a obra exige, porque “A Dança dos Macacos” não é ficção: é fricção. A OBRA A Dança dos Macacos não é um livro: é um curto-circuito em mentes conformistas e preguiçosas. Aqui não há compromissos com beleza, harmonia ou conservadorismo. Há uma operação deliberada de sabotagem: da linguagem, do leitor, da ideia confortável e reacionária da poesia como ornamento. O signo “macaco” historicamente usado como instrumento de violência racial, não é apenas ressignificado. Ele é explodido, repetido até a exaustão, escarrado, cuspido e esfregado na cara do leitor até perder qualquer possibilidade de neutralidade. Aqui não há sutilezas porque não há tempo. Não há metáforas elegantes porque a realidade não é elegante. O que se constrói, como verdade, é uma antiestética programada: repetição como martelo. fragmento como estilhaço. ironia como veneno, hum...

Cyrano

  Para quem tem alguma familiaridade com a Literatura e/ou o Teatro, serão imediatas as conexões com as referências para o batismo dessa Obra de Arte. Cyrano é um emblemático exemplo da “mínima intervenção”, da integração do Artista com a Natureza que fornece a matéria prima para a sua Arte. Essa peça se destaca como um “elo perdido” entre a Arte Rupestre e a Arte Naif. Seus olhos expressivos e seu nariz descomunal refutam quaisquer outros significantes para o seu batismo. Aliás, se o Nariz o batiza, os olhos representam a sua Ancestralidade: característica marcante das peças da Artista Tacilene Ferreira . Os olhos, como “janelas da alma”, ampliam a confluência com Edmond Rostand e o seu icônico personagem. Cyrano , a Escultura, como representante da realidade catingueira, trás nos olhos a dureza de quem convive com as agruras do semiárido, mas permite enxergar através deles, as belezas desse pedaço de chão que insistem em “inventar” como feio. A moral da história para esta Obra d...