Até certo ponto de sua produção, Wirveng Natham construiu uma trajetória marcada pela representação da presença. Seus personagens e paisagens afirmam identidades e revelam vínculos com a cultura e a natureza. Em A Taça , entretanto, o jovem e emergente artista realiza um movimento silencioso, porém decisivo: substitui a presença pela ausência como elemento estruturador da obra. A mudança é perceptível desde a composição. Sobre um fundo negro absoluto, poucos traços são suficientes para delinear uma taça quase transparente. Não há referências que conduzam o olhar. Tudo o que permanece é um objeto reduzido à sua essência, envolvido por um vazio que deixa de ser simples espaço negativo para assumir protagonismo. A pintura passa a existir menos pelo que mostra do que pelo que deliberadamente escolhe não mostrar. Essa inversão é reforçada pela reflexão proposta pelo próprio artista. Em vez de recorrer ao conhecido dilema entre o recipiente "meio cheio" e "meio vazio", ...
AVISO! O texto a seguir não é uma Apresentação Protocolar: é uma Leitura Crítica com tensão, conceito e identidade autoral. Necessariamente porque a obra exige, porque “A Dança dos Macacos” não é ficção: é fricção. A OBRA A Dança dos Macacos não é um livro: é um curto-circuito em mentes conformistas e preguiçosas. Aqui não há compromissos com beleza, harmonia ou conservadorismo. Há uma operação deliberada de sabotagem: da linguagem, do leitor, da ideia confortável e reacionária da poesia como ornamento. O signo “macaco” historicamente usado como instrumento de violência racial, não é apenas ressignificado. Ele é explodido, repetido até a exaustão, escarrado, cuspido e esfregado na cara do leitor até perder qualquer possibilidade de neutralidade. Aqui não há sutilezas porque não há tempo. Não há metáforas elegantes porque a realidade não é elegante. O que se constrói, como verdade, é uma antiestética programada: repetição como martelo. fragmento como estilhaço. ironia como veneno, hum...