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Novidade

A Taça - Uma Reflexão

Até certo ponto de sua produção, Wirveng Natham construiu uma trajetória marcada pela representação da presença. Seus personagens e paisagens afirmam identidades e revelam vínculos com a cultura e a natureza. Em A Taça , entretanto, o jovem e emergente artista realiza um movimento silencioso, porém decisivo: substitui a presença pela ausência como elemento estruturador da obra. A mudança é perceptível desde a composição. Sobre um fundo negro absoluto, poucos traços são suficientes para delinear uma taça quase transparente. Não há referências que conduzam o olhar. Tudo o que permanece é um objeto reduzido à sua essência, envolvido por um vazio que deixa de ser simples espaço negativo para assumir protagonismo. A pintura passa a existir menos pelo que mostra do que pelo que deliberadamente escolhe não mostrar. Essa inversão é reforçada pela reflexão proposta pelo próprio artista. Em vez de recorrer ao conhecido dilema entre o recipiente "meio cheio" e "meio vazio", ...

Lindomar - O Menino Que Virou Mar



Lindomar - O Menino Que Virou Mar
é o primeiro Volume de uma Trilogia baseada na Diáspora dos Nordestinos pelo Brasil e pelo Mundo. E um Conto de Realismo Fantástico, de Tonny Aguiar
que narra a saga de um "retirante por propósito", traduzido para a Linguagem do Cordel por Biu Di Braga: um personagem afoito e irreverente do Conto ganhou vida e obra próprias...

Uma peleja de ideias de dois cabras da peste, arretados, para contar tim-tim por tim-tim, sem aumentar um ponto, uma história fantástica cantada nas feiras dos Sertões: "a história de Lindomar, a lenda que termina, para outra começar"; fruto do amor de Biu e Lene Marinho que, ao nascer, foi arrebatado pelo mar!

Para deixá-los mais curiosos sobre esta história, antecipo um trecho de um dos momentos 
mais importantes: o encontro de Biu e Lene Marinho, que, mesmo sem saber, fizeram tudo acontecer: a história de Lindomar – o menino do Sertão que, ao nascer, virou mar; a lenda que termina para outra começar...

Encantem-se com este belo galanteio, digno de um poema de Quixote para a sua Dulcinéia, merecedor de uma página inteira, para o leitor arrancar do livro e colocar na carteira, que só um cabra, com o tirocínio e a presença de espírito de Biu Marinho, pode fazer...

— Um dia eu hei de me atrever!

Cantada
[Biu Marinho para MarLene Dietrich Marinho]

Deus existe, agora sei;
Só um ser superior
Pra criar tanta beleza;
Com seu divino amor,
Revelar a criação
Em todo seu esplendor;

Com estes teus encantos
Dominas qualquer fera,
Neste rosto de anjo
Reluz a Primavera
E em teu belo corpo
Recrio minhas quimeras;

Nem mesmo o capeta,
Famoso por enganar,
Pode criar um ardil
Para poder imitar
O brilho dominador
Que fustigas no olhar.

Para saber mais dessa história fantástica, e divertir-se com minha peleja com o Bardo Tonny Aguiar, só há uma solução: abra a sua mão: não se finja de pobre que isto é pecado; invista, o seu cobre, nesta divertida e emocionante Leitura.

Apresentação do Autor

Vital Sousa
(Tonny Aguiar e Biu Di Braga são pseudônimos) é administrador, palestrante e consultor de marketing e gestão de negócios, empreendedor nato e escritor por paixão. Apesar da formação acadêmica e experiência profissional nas áreas comercial, administrativa e financeira, escreve poesia, contos e crônicas desde os 10 anos, quando se encantou com os livros e as histórias que eles contavam.

Seu primeiro livro, Empreendimento Sem Fim – Diário de Um Louco, de 2016, é a tradução do encantamento pelas histórias numa aventura realizada pela Rodovia Transamazônica que lhe rendeu o apelido de “Louco da BR 230” entre os caminhoneiros com os quais viajou de carona.

Apesar de ser um livro sobre Empreendedorismo, o “Diário” da aventura se transformou em literatura, que tomou forma e ganhou força com a publicação, no meio digital, de outros livros de poesia, contos, crônicas e, finalmente, em 2020, se consolidou com a publicação do seu primeiro romance.

Apesar do número de livros publicados no meio digital, só se considerou escritor a partir da seleção do primeiro volume da trilogia Arista – Até o Fim do Mundo para virar livro “de verdade” em 2023.

O Projeto Gráfico resulta em um Livro Vira-vira ou Livro de Duas Cabeças (Capas): em uma Capa temos o Conto narrado por Tonny Aguiar e na outra Capa a versão em Cordel Recitada por Biu Di Braga.

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Em Epílogos & Prólogos , há algo de, deliberadamente, paradoxal: apresenta-se como abertura e encerramento, mas, ao fim da leitura, revela-se ao leitor, sobretudo, como um gesto parado no ar, uma interrupção consciente. Não uma ruptura violenta, mas uma inflexão: quase uma mudança de rumo assumida em voz alta. O livro, a partir de uma leitura crítica, não se sustenta apenas como reunião de textos poéticos. Ele funciona como dispositivo de reflexões. Mais do que versos, há aqui uma encenação da própria autoria ou, mais precisamente, da recusa de uma autoria única. Vital Sousa , Tonny Aguiar e Biu Di Braga  não aparecem como heterônimos, pseudônimos ou máscaras que escondem um autor, mas como formas distintas de dizer aquilo que um só nome não conseguiria. É justamente nesse ponto que reside sua maior força e também a tensão que atravessa a construção dos personagens e da obra. A pseudonímia, tantas vezes confundida e questionada por editores e mediadores do mercado, face a uma ...

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