Sinopse O Ponto dos Contos – Crônicas Improváveis reúne histórias bem-humoradas, irreverentes e surpreendentes que despertam aquilo que existe de mais espontâneo nas pessoas: o riso. Em tempos marcados pelo excesso de estresse, ansiedade e excesso de informações, a literatura também pode ser uma ferramenta de bem-estar. Cada página foi escrita para proporcionar momentos leves, divertidos e capazes de arrancar boas gargalhadas. Porque sorrir faz bem. E quando o sorriso aparece, ele merece ser bonito. É justamente nesse ponto que a literatura encontra a odontologia: enquanto o livro desperta o sorriso, os profissionais da saúde bucal cuidam para que ele seja saudável, bonito e duradouro. O Direito de Ser Estranho (Apresentação) Em um mundo obcecado pela produtividade e pela padronização do comportamento, vivemos em uma época particularmente inclinada a transformar diferenças, desconfortos e comportamentos incomuns em explicações rápidas. É o império do diagnóstico instantâneo: aquele qu...
Entre Flores e Marés é uma criação posterior À primeira visita ao mar. Wiveng Nathan retorna para casa carregando mais do que lembranças. Traz consigo uma nova paisagem interior. Nesta obra, o artista reúne dois universos que até então existiam separados em sua experiência de vida: o campo onde cresceu e o mar que o encantou.
As pequenas flores brancas que ocupam o primeiro plano são elementos familiares de seu cotidiano rural. O horizonte azul profundo, por sua vez, remete à imensidão marítima que despertou sua imaginação. Entre esses territórios surgem pássaros em voo e um balão solitário, símbolos recorrentes da liberdade, da descoberta e do desejo de ultrapassar limites.
A simplicidade formal, característica da produção de Nathan, não reduz a potência da imagem. Pelo contrário. A ausência de preocupação com a perspectiva acadêmica ou com a representação naturalista permite que a narrativa afetiva ocupe o centro da experiência estética. As flores não estão diante do mar; elas coexistem com ele em um mesmo território simbólico.
Mais do que uma paisagem, a pintura apresenta um território afetivo. O mar não substitui o sítio, nem o sítio apaga o fascínio do mar. Ambos coexistem em harmonia, formando uma geografia impossível aos mapas, mas perfeitamente plausível à memória e ao sonho. Como acontece em muitas produções da infância, a realidade é reorganizada pela emoção.
Nesta obra, Nathan nos convida a compreender que pertencemos simultaneamente aos lugares que habitamos e aos lugares que nos transformam. Entre Flores e Marés, nasce uma nova cartografia: a do coração que descobriu outros horizontes sem abandonar suas raízes.
Por outro lado, a tela revela um artista que começa a compreender que os lugares que amamos não precisam competir entre si. O sítio e a praia deixam de ser espaços separados para se tornarem partes de uma mesma paisagem interior. O que vemos é a cartografia de um afeto recém-descoberto: um coração que visitou o mar e decidiu trazê-lo para casa.
Serviço:
Entre Flores e Marés
Wirveng Nathan
Acrílica sobre tela (27 x 35 cm)
Valor: VENDIDO
