Sinopse O Ponto dos Contos – Crônicas Improváveis reúne histórias bem-humoradas, irreverentes e surpreendentes que despertam aquilo que existe de mais espontâneo nas pessoas: o riso. Em tempos marcados pelo excesso de estresse, ansiedade e excesso de informações, a literatura também pode ser uma ferramenta de bem-estar. Cada página foi escrita para proporcionar momentos leves, divertidos e capazes de arrancar boas gargalhadas. Porque sorrir faz bem. E quando o sorriso aparece, ele merece ser bonito. É justamente nesse ponto que a literatura encontra a odontologia: enquanto o livro desperta o sorriso, os profissionais da saúde bucal cuidam para que ele seja saudável, bonito e duradouro. O Direito de Ser Estranho (Apresentação) Em um mundo obcecado pela produtividade e pela padronização do comportamento, vivemos em uma época particularmente inclinada a transformar diferenças, desconfortos e comportamentos incomuns em explicações rápidas. É o império do diagnóstico instantâneo: aquele qu...
Numa exposição, algumas telas retratam figuras e paisagens, outras revelam estados de espírito. Em Olhar de Oshupá, Wirveng Nathan parece transitar nos dois territórios ao mesmo tempo. Diante do mar, em sua imensidão silenciosa, a lua derrama sua luz sobre as águas transformando a cena em travessia poética entre memória, sonho e descoberta. O luar prateado, atravessando a superfície, conduz o olhar do observador para além da linha do horizonte, como um convite à contemplação e ao desconhecido.
A obra nasce do encantamento de um jovem artista quilombola diante do mar recém-descoberto, mas, ao invés de registrar apenas a experiência vivida, Nathan projeta sobre a paisagem suas próprias referências afetivas. A lua que ilumina o oceano parece carregar consigo a memória dos luares do sertão, das noites silenciosas sobre o quilombo e da relação ancestral entre céu, terra e comunidade. O mar é novidade, é sonho; a lua, é uma antiga companheira.
O encontro desses dois territórios produz uma imagem de rara delicadeza. A vastidão das águas dialoga com a permanência das montanhas escuras ao fundo, enquanto a luminosidade central rompe a noite sem dissipar seus mistérios. Há serenidade na composição, mas também uma silenciosa afirmação de pertencimento: o artista contempla o novo sem abandonar as paisagens que traz em suas memórias.
Com o título de Olhar de Oshupá, a obra sugere, de maneira sutil, camadas mais profundas de leitura. A lua, símbolo recorrente em diversas tradições culturais e espirituais, é testemunha do tempo e da resistência. Intuitivamente, sem recorrer ao discurso explícito, Nathan constrói uma paisagem que fala de ancestralidade, de imaginação e da capacidade humana de reconhecer beleza em diferentes horizontes. O mar e o sertão, frequentemente reconhecidos como mundos distantes, encontram-se nesta tela sob a mesma luz, revelando que toda travessia começa primeiro no campo dos sonhos.
Serviço:
Olhar de Oshupá
Wirveng Nathan
Acrílica sobre tela (27 x 35 cm)
Valor: 370,00
