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Novidade

O Ponto dos Contos: Crônicas Improváveis

Sinopse O Ponto dos Contos – Crônicas Improváveis reúne histórias bem-humoradas, irreverentes e surpreendentes que despertam aquilo que existe de mais espontâneo nas pessoas: o riso. Em tempos marcados pelo excesso de estresse, ansiedade e excesso de informações, a literatura também pode ser uma ferramenta de bem-estar. Cada página foi escrita para proporcionar momentos leves, divertidos e capazes de arrancar boas gargalhadas. Porque sorrir faz bem. E quando o sorriso aparece, ele merece ser bonito. É justamente nesse ponto que a literatura encontra a odontologia: enquanto o livro desperta o sorriso, os profissionais da saúde bucal cuidam para que ele seja saudável, bonito e duradouro. O Direito de Ser Estranho (Apresentação) Em um mundo obcecado pela produtividade e pela padronização do comportamento, vivemos em uma época particularmente inclinada a transformar diferenças, desconfortos e comportamentos incomuns em explicações rápidas. É o império do diagnóstico instantâneo: aquele qu...

A Sinhá


Em A Sinhá, Wirveng Nathan revisita a elegância da moda feminina do final do século XIX, período em que chapéus monumentais, plumas exuberantes, tecidos coloridos e adornos sofisticados tornaram-se símbolos de distinção social e refinamento estético. A pintura recupera esse universo visual por meio de uma composição marcada pela delicadeza cromática e pelo equilíbrio entre simplicidade formal e riqueza ornamental.

O grande chapéu domina quase toda a superfície da tela, transformando-se no principal elemento da composição. Ao ocultar os olhos da personagem, o artista desloca a atenção do retrato para a linguagem dos símbolos. A identidade individual cede espaço à representação de uma época, de um estilo e de uma construção social baseada na aparência, na elegância e nos códigos visuais do vestir.

Entretanto, a obra ultrapassa a mera reconstituição histórica. A escolha de representar a personagem com pele escura e traços afrodescendentes estabelece um diálogo silencioso entre os padrões estéticos do século XIX e a diversidade que compõe a identidade brasileira. Sem recorrer ao confronto explícito, Nathan propõe uma imagem que amplia as possibilidades de representação, sugerindo novos lugares de pertencimento dentro de uma iconografia tradicionalmente marcada por exclusões.

O fundo branco reforça essa intenção ao eliminar qualquer referência espacial ou narrativa, permitindo que a figura exista fora do tempo histórico e seja percebida como símbolo. Entre a delicadeza das cores, a exuberância do vestuário e a força silenciosa da personagem, A Sinhá convida o observador a refletir sobre como a beleza, a memória e a identidade continuam sendo construídas e reconstruídas pelo olhar contemporâneo.

Serviço:

A Sinhá

Wirveng Nathan

Acrílica sobre tela (40 x 50 cm)

Valor: 650,00

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