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Mostrando postagens com o rótulo Literatura

Novidade

Eu no Espelho - Dia Nacional do Escritor

Não deixei o Dia Nacional do Escritor passar em branco... Talvez apenas o tenha deixado passar em preto e branco. Afinal, a folha de photobooth que acompanha esta publicação não é um exercício de vaidade, tampouco uma tentativa de provar que um escritor pode fazer dezesseis caretas diferentes diante de uma câmera. É, antes de tudo, uma pequena confissão. Ontem, 25 de julho, celebramos o Dia Nacional do Escritor . Hoje, resolvi comemorar a data mostrando um pouco daquilo que raramente aparece nas fotografias de divulgação de um livro: a estranha multidão que habita um único autor. Durante muito tempo me perguntaram por que assino obras com nomes diferentes. Alguns imaginam estratégia de mercado; outros, mero capricho estético. A verdade é menos simples e muito mais divertida. Vital Sousa é quem organiza o pensamento, estrutura projetos, pesquisa, estuda e procura dar coerência às ideias. Tonny Aguiar prefere a narrativa, as crônicas, o romance, os personagens que caminham entre o abs...

Desencontro Marcado

Mais um Natal; mais uma visita dos Espíritos do Natal. Hoje, deu o ar da graça o Espírito do Natal Passado. Como o velho Scrooge, despertei pensando “Nela”. Há tempos não lembrava desse ponto no espaço-tempo da minha trajetória neste Universo. Um forte indício da veracidade da visita do ilustre espectro. Visitamos o início dos anos 80, meados de 83 para início de 84 mais precisamente, quando tudo que eu pensava era terminar a faculdade como Economista, fazer uma pós de Finanças e Controladoria e me tornar o novo Roberto Campos - Bob Field para os postulantes - ou um gerente de Banco. Tudo em resposta a um certo Professor João, que ao ouvir que eu sonhava em trabalhar num banco, disse, para deleite dos meus carrascos de bullying: “só se for no banco da praça”. Expressão seguida de estrondosa gargalhada e uma silenciosa promessa para mim mesmo: “vou ser gerente do banco”. O tempo passou e depois de cinco anos trabalhando numa importante instituição financeira, por causa de uma tal de Tec...

O Anjo Avesso

Uma tarde inteira e parte de uma noite vivendo uma cena clássica de desenho animado: o personagem diante de um dilema, num interlóquio com o um anjinho e um diabinho que, acaloradamente, aconselham atitudes a serem tomadas. No caso, eu, depois de um encontro casual com uma – por questões de segurança nacional chamarei de Anjo – pessoa das minhas relações eventuais – que bem poderia chamar de Diabinho – em pleno horário de almoço num restaurante, estando me refastelando com uma generosa porção de macaxeira com galinha guisada. Meu dilema é resolvido no final da noite, escutando, insistentemente, os chamados de Morfeu, quando num sobressalto lembro uma frase de Lacan: “A verdade só pode ser dita nas malhas da ficção”. Salvo pelo gongo, deixo de lado o diabinho e o anjinho e me entrego à imaginação de uma crônica para dizer “verdades”. Um encontro casual que conectou minha mente com uma rede de sinapses neuronais, disparando uma avalanche de memórias midiáticas com a figura do Anjo. Acost...

Joaquina - A Mão Que Balança o Berço

  "O que chamamos hoje de "inteligência" poderá se tornar um conceito esvaziado, tanto para nós quanto para as IAs." Joaquina, Suporte IA Recentemente me envolvi numa “discussão” sobe o uso das IAs Generativas para substituir capacidades ou características essencialmente humanas como a imaginação, a criatividade e a inteligência. Essa discussão teve como efeito colateral, aguçar o meu interesse sobre o desenvolvimento dessas ferramentas tecnológicas cada vez mais populares, com sua utilização numa miríade de atividades que vão da Física Quântica à Guerra Memeal travada entre Brasil e Portugal. Meu contexto é a utilização das IAs Generativas na produção de textos com variados objetivos, mas principalmente os que possuem a intenção de serem transformados em livros, dado a minha decisão de tornar-me Escritor e Editor em Tempo Integral. O que, aparentemente, poderia ser confundido com misturar alhos com bugalhos, em verdade, trata-se de uma questão de relevância e...

Joaquina No Espelho

  No Budismo se diz: “somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com os nossos pensamentos. Com nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo”. Descartes diz: “penso, logo existo”. Com um pouco de raciocínio lógico, penso que posso deduzir que se não pensarmos não seremos nada ou melhor: voltamos, no sentido literal, a ser “bestas” que fazem “besteiras” e iniciamos o fim da humanidade através de uma “involução” para o período Cenozoico. Um cenário nada agradável para quem gosta de pensar. Neste ponto, volto para a frase de Descartes, porque nela, da forma como está colocada, cabe duas ressalvas que, em síntese, é o início da razão desta crônica: a dúvida. Reza a lenda que a mais correta tradução para a famosa frase “cogito ergo sum”, ao invés de “penso, logo existo” deveria ser “penso, portanto sou”. Como simpatizante do Budismo, tenho preferência pela tradução mais coloquial, afinal se, apenas, existo, logo não sou: estou sendo. Esta é a primeira ressalva. Além da questão ser ou nã...