Na psicologia do desenvolvimento, a região púbica e o surgimento dos pelos pubianos marcam a travessia da infância para a puberdade. É o sinal visível de que algo amadurece, de que o corpo anuncia uma passagem irreversível rumo à maturidade sexual e simbólica. Não se trata apenas de biologia, mas de consciência: o corpo diz aquilo que a mente ainda precisa aprender a sustentar. Na psicanálise, o púbico - esse território tantas vezes silenciado ou coberto de pudor - não possui um significado fixo ou universal. Ele emerge como imagem, sonho, associação livre. Pode representar a origem da vida, a potência criadora, a vulnerabilidade extrema ou o desejo. Seu sentido é sempre singular, inconsciente, atravessado pela história de cada sujeito. O que se cala no discurso retorna no símbolo. É a partir dessa chave que nasce As Faces de Eva. Este evento se afirma como "Um Ato Público, Púbico e Não Pudico" porque recusa a infantilização do debate sobre gênero, corpo, poder e responsabil...
Leitura Alfa, Leitura Beta e Leitura Crítica são Etapas na produção de um Livro. Etapas importantes antes de chegar às Livrarias para a "prova final" com os Leitores. Tenho defendido que a Escrita deve ser Livre - contrapondo com a chamada Escrita Criativa - ou como está definido no Programa Escritor Efetivo, a Escrita deve ser (In)Criativa. Ela deve representar o "Algo a Dizer" de cada Autor de forma Livre, Espontânea, Original, Instigante, "Desarmada" de quaisquer artifícios, técnicas ou regras de Escrita Formal e até mesmo da Norma Culta da Língua.
No Programa, sustento essa argumentação, lastreada numa frase do Psicologo Americano Abraham Maslow - o inventor da Pirâmide das Necessidades - que diz:
"O homem criativo não é um homem comum ao qual se acrescentou algo. O homem criativo é o homem comum do qual nada se tirou"
Para fechar a discussão, utilizo um haicai do Poeta e Escritor Tonny Aguiar - um dos meus parceiros na obra em questão nesta postagem: Vitalogia - que de forma metrificada diz:
"Não por acaso;
Onde tudo for raso;
Transborde alma."
Tudo isso não teria a menor importência, o menor significado se não alcançasse o seu objetivo: despertar no leitor o amor, a paixão, o tesão - pois como diz o Psiquiata Brasleiro Roberto Freire, "Sem tesão não há solução" - pela leitura e consequentemente pela própria Escrita... Penso que assim se faz novos Leitores e novos Escritores.
A confirmação das minhas convicções vem através de uma "Resenha", ou "Resumo", ou "Comentário" que chamo simplesmente de "Crítica" - em todas as suas acepções - que recebo de uma Leitora que, também é Escritora e Poetisa.
Então sem mais "arrudêios" , como diz o Estimado Biu Di Braga - outro parceiro em Vitalogia - vamos às palavras da "nossa" Leitora.
Vital Sousa
Escritor - Editor
Quatro Editora
Vitalogia - Critica Literária
por Magda Golçalves Militão
Em mim cabem muitas vidas. Umas assinam, outras se escondem no nome, outras apenas passam. Eu sigo vivendo, vitalogiando, uma vida só, por dentro de todas.
Nesse ritmo, o que se desdobra em Vitalogia - Coletânea de Crônicas e Poemas do Quarteto de Poetas-Escritores Vital Sousa, Tonny Aguiar, Biu Di Braga e Vitor Sales, postumamente - é uma escrita, onde crônicas e poemas se cruzam para dizer a vida a partir de dentro. Sua força está justamente nesse trânsito, múltiplas vozes, uma mesma vida sendo vivida. As vozes não aparecem isoladas; elas se alternam e emergem conforme o próprio texto pede.
A escrita costuma se sustentar primeiro num eixo que afirma a permanência, é esse eixo que mantém tudo unido. A partir dele, a obra se permite sentir. No desejo, no amor, na ausência que explode, é onde o texto toca mais diretamente o sensível, com o afeto em primeiro plano. A força dos poemas e das crônicas se manifesta aí como experiência vivida, não como explicação.
Em seguida, surge a voz do questionamento e do conflito interno. A voz da reflexão existencial tensiona, pensa e confronta a consciência, não para resolver, mas para sustentar a complexidade do existir.
Por fim, a escrita retorna ao cotidiano. Pelo olhar do dia a dia, habitam as crônicas e poemas da sobrevivência diária, cenas simples, humor sutil, gestos mínimos. Esse chão humano é a respiração da obra, onde a vida continua apesar de tudo.
Assim, a Vitalogia não explica a existência. Ela acompanha. Oferece reconhecimento, não respostas.
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