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Novidade

O Ponto dos Contos: Crônicas Improváveis

Sinopse O Ponto dos Contos – Crônicas Improváveis reúne histórias bem-humoradas, irreverentes e surpreendentes que despertam aquilo que existe de mais espontâneo nas pessoas: o riso. Em tempos marcados pelo excesso de estresse, ansiedade e excesso de informações, a literatura também pode ser uma ferramenta de bem-estar. Cada página foi escrita para proporcionar momentos leves, divertidos e capazes de arrancar boas gargalhadas. Porque sorrir faz bem. E quando o sorriso aparece, ele merece ser bonito. É justamente nesse ponto que a literatura encontra a odontologia: enquanto o livro desperta o sorriso, os profissionais da saúde bucal cuidam para que ele seja saudável, bonito e duradouro. O Direito de Ser Estranho (Apresentação) Em um mundo obcecado pela produtividade e pela padronização do comportamento, vivemos em uma época particularmente inclinada a transformar diferenças, desconfortos e comportamentos incomuns em explicações rápidas. É o império do diagnóstico instantâneo: aquele qu...

Vitalogia - Crítica de Leitora



Leitura Alfa, Leitura Beta e Leitura Crítica são Etapas na produção de um Livro. Etapas importantes antes de chegar às Livrarias para a "prova final" com os Leitores. Tenho defendido que a Escrita deve ser Livre - contrapondo com a chamada Escrita Criativa - ou como está definido no Programa Escritor Efetivo, a Escrita deve ser (In)Criativa. Ela deve representar o "Algo a Dizer" de cada Autor de forma Livre, Espontânea, Original, Instigante, "Desarmada" de quaisquer artifícios, técnicas ou regras de Escrita Formal e até mesmo da Norma Culta da Língua.

No Programa, sustento essa argumentação, lastreada numa frase do Psicologo Americano Abraham Maslow - o inventor da Pirâmide das Necessidades - que diz:

"O homem criativo não é um homem comum ao qual se acrescentou algo. O homem criativo é o homem comum do qual nada se tirou"

Para fechar a discussão, utilizo um haicai do Poeta e Escritor Tonny Aguiar - um dos meus parceiros na obra em questão nesta postagem: Vitalogia - que de forma metrificada diz:

"Não por acaso;
Onde tudo for raso;
Transborde alma."

Tudo isso não teria a menor importência, o menor significado se não alcançasse o seu objetivo: despertar no leitor o amor, a paixão, o tesão - pois como diz o Psiquiata Brasleiro Roberto Freire, "Sem tesão não há solução" - pela leitura e consequentemente pela própria Escrita... Penso que assim se faz novos Leitores e novos Escritores.

A confirmação das minhas convicções vem através de uma "Resenha", ou "Resumo", ou "Comentário" que chamo simplesmente de "Crítica" - em todas as suas acepções - que recebo de uma Leitora que, também é Escritora e Poetisa.

Então sem mais "arrudêios" , como diz o Estimado Biu Di Braga - outro parceiro em Vitalogia - vamos às palavras da "nossa" Leitora.

Vital Sousa
Escritor - Editor
Quatro Editora


Vitalogia - Critica Literária 

por Magda Golçalves Militão

Em mim cabem muitas vidas. Umas assinam, outras se escondem no nome, outras apenas passam. Eu sigo vivendo, vitalogiando, uma vida só, por dentro de todas.

Nesse ritmo, o que se desdobra em Vitalogia - Coletânea de Crônicas e Poemas do Quarteto de Poetas-Escritores Vital Sousa, Tonny Aguiar, Biu Di Braga e Vitor Sales, postumamente - é uma escrita, onde crônicas e poemas se cruzam para dizer a vida a partir de dentro. Sua força está justamente nesse trânsito, múltiplas vozes, uma mesma vida sendo vivida. As vozes não aparecem isoladas; elas se alternam e emergem conforme o próprio texto pede.

A escrita costuma se sustentar primeiro num eixo que afirma a permanência, é esse eixo que mantém tudo unido. A partir dele, a obra se permite sentir. No desejo, no amor, na ausência que explode, é onde o texto toca mais diretamente o sensível, com o afeto em primeiro plano. A força dos poemas e das crônicas se manifesta aí como experiência vivida, não como explicação.

Em seguida, surge a voz do questionamento e do conflito interno. A voz da reflexão existencial tensiona, pensa e confronta a consciência, não para resolver, mas para sustentar a complexidade do existir.

Por fim, a escrita retorna ao cotidiano. Pelo olhar do dia a dia, habitam as crônicas e poemas da sobrevivência diária, cenas simples, humor sutil, gestos mínimos. Esse chão humano é a respiração da obra, onde a vida continua apesar de tudo.

Assim, a Vitalogia não explica a existência. Ela acompanha. Oferece reconhecimento, não respostas.


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