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Novidade

A Taça - Uma Reflexão

Até certo ponto de sua produção, Wirveng Natham construiu uma trajetória marcada pela representação da presença. Seus personagens e paisagens afirmam identidades e revelam vínculos com a cultura e a natureza. Em A Taça , entretanto, o jovem e emergente artista realiza um movimento silencioso, porém decisivo: substitui a presença pela ausência como elemento estruturador da obra. A mudança é perceptível desde a composição. Sobre um fundo negro absoluto, poucos traços são suficientes para delinear uma taça quase transparente. Não há referências que conduzam o olhar. Tudo o que permanece é um objeto reduzido à sua essência, envolvido por um vazio que deixa de ser simples espaço negativo para assumir protagonismo. A pintura passa a existir menos pelo que mostra do que pelo que deliberadamente escolhe não mostrar. Essa inversão é reforçada pela reflexão proposta pelo próprio artista. Em vez de recorrer ao conhecido dilema entre o recipiente "meio cheio" e "meio vazio", ...

Cynthia Galindo


Cynthia Galindo é cantora e compositora de Garanhuns, com mais de 20 anos de carreira, voz potente e carisma marcante, levando alegria, emoção e identidade cultural a públicos de todas as idades.

Há vozes que cantam. E há vozes que conduzem. Cynthia Galindo pertence à rara linhagem das artistas cuja voz não apenas interpreta melodias, mas cria atmosferas, desloca afetos e eleva o público a um estado de experiência sensorial plena.

Menina-passarinha de Garanhuns, descobriu cedo que o ar podia ser morada. Foi no coral da igreja, entre os oito e doze anos, que aprendeu a transformar respiração em voo — uma escola clássica por onde passaram algumas das maiores vozes do mundo, do gospel norte-americano às grandes intérpretes da música popular internacional. Ali, Cynthia construiu a base técnica que sustenta, até hoje, sua impressionante extensão vocal, controle de dinâmica e domínio emocional.

Aos quinze anos, sua estreia profissional já anunciava o que o tempo confirmaria: uma voz poderosa, expressiva, capaz de transitar com naturalidade entre a suavidade íntima e notas altas, firmes e penetrantes. Uma tessitura que lembra a intensidade emocional de Elis Regina, a força interpretativa de Gal Costa, a versatilidade de Ivete Sangalo, dialogando, em âmbito internacional, com a presença cênica de Tina Turner e a entrega vocal de Whitney Houston — sempre com identidade própria, sem imitação, sem concessões.

Com mais de vinte anos de carreira artística, Cynthia Galindo consolidou-se como cantora e compositora de grande versatilidade, transitando por diferentes estilos com autoridade técnica e verdade emocional. Sua performance de palco é marcada por carisma, comunicação direta com o público e uma entrega visceral que atravessa gerações — do público infantil às plateias adultas que buscam intensidade, verdade e catarse musical.


Seu repertório valoriza canções autorais e obras de artistas de Garanhuns e da região, reafirmando o compromisso com a cultura local, sem abrir mão do alcance universal. Nos ritmos tradicionais do forró e nas canções carnavalescas, Cynthia conduz multidões com alegria contagiante, energia coletiva e mensagens positivas, respeitosas e inclusivas. Em espetáculos que podem contar com corpo de bailarinos, sua presença se amplia, transformando o palco em celebração viva.

Cynthia Galindo não canta apenas para entreter: canta para afirmar valores, despertar afetos e criar pertencimento. Sua voz é instrumento de alegria, memória e identidade cultural. Uma artista completa, pronta para dialogar com palcos nacionais e internacionais, projetos culturais de grande alcance e iniciativas que compreendem a música como linguagem universal de transformação.

Ouvir Cynthia Galindo é reconhecer que algumas vozes não foram feitas para permanecer no chão.

Vital Sousa
VTL Marketing & Gestão


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Em Epílogos & Prólogos , há algo de, deliberadamente, paradoxal: apresenta-se como abertura e encerramento, mas, ao fim da leitura, revela-se ao leitor, sobretudo, como um gesto parado no ar, uma interrupção consciente. Não uma ruptura violenta, mas uma inflexão: quase uma mudança de rumo assumida em voz alta. O livro, a partir de uma leitura crítica, não se sustenta apenas como reunião de textos poéticos. Ele funciona como dispositivo de reflexões. Mais do que versos, há aqui uma encenação da própria autoria ou, mais precisamente, da recusa de uma autoria única. Vital Sousa , Tonny Aguiar e Biu Di Braga  não aparecem como heterônimos, pseudônimos ou máscaras que escondem um autor, mas como formas distintas de dizer aquilo que um só nome não conseguiria. É justamente nesse ponto que reside sua maior força e também a tensão que atravessa a construção dos personagens e da obra. A pseudonímia, tantas vezes confundida e questionada por editores e mediadores do mercado, face a uma ...

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