Não deixei o Dia Nacional do Escritor passar em branco... Talvez apenas o tenha deixado passar em preto e branco. Afinal, a folha de photobooth que acompanha esta publicação não é um exercício de vaidade, tampouco uma tentativa de provar que um escritor pode fazer dezesseis caretas diferentes diante de uma câmera. É, antes de tudo, uma pequena confissão. Ontem, 25 de julho, celebramos o Dia Nacional do Escritor . Hoje, resolvi comemorar a data mostrando um pouco daquilo que raramente aparece nas fotografias de divulgação de um livro: a estranha multidão que habita um único autor. Durante muito tempo me perguntaram por que assino obras com nomes diferentes. Alguns imaginam estratégia de mercado; outros, mero capricho estético. A verdade é menos simples e muito mais divertida. Vital Sousa é quem organiza o pensamento, estrutura projetos, pesquisa, estuda e procura dar coerência às ideias. Tonny Aguiar prefere a narrativa, as crônicas, o romance, os personagens que caminham entre o abs...
Para responder uma "Caixinha de Perguntas" dessas bem "cabeludas", tanto quanto a Perna Cabeluda de Recife, precisei escrever esse textão. Tomara que caiba na legenta do posto no perfil @otonnyaguiar no Instagram.
Como diz o Pascal, "O Coração tem razões que a própria razão desconhece". Isso significa que emoções, sentimentos e intuições possuem uma lógica própria, uma motivação interna que não pode ser totalmente explicada ou compreendida apenas pelo racioncínio lógico ou pela ciência, revelando uma dimensão mais profunda do ser humano.
No andar dessa carruagem, o leitor já deve estar curioso sobre a pergunta. Não farei suspense; ei-la:
"O Que acontece quando um texto é mais processo do que produto, dentro da lógica editorial?"
Quem pergunta é "uma ouvinte que nos escreve e assina com o singelo pseudônimo de
Mariposa Apaixonada de Guadalupe."
Continuando como diria a Blitz, "Aí, blá-blá-blá, blá-blá-blá, blá-blá-blá. Ti-ti-ti, ti-ti-ti, ti-ti-ti. Você diz pra ela:"
Dentro do Programa Escritor Efetivo, preconizamos que a resposta para esta pergunta será, sempre, "o que o autor quiser"! Nesse contexto pensamos que existem Três Grandes Razões - que são bússolas poderosas para qualquer autor que deseja escrever algo com propósito e impacto.
Escrever não é apenas um ato de registro, é um ato de generosidade. Se você sente que tem algo a compartilhar, seu livro pode ser o catalisador que falta para outra pessoa. Veja como essas Razões se traduzem em impacto real:
1. Ensinar uma Habilidade: O Poder da Capacitação
Muitas pessoas deixam de realizar projetos por não conhecerem o "caminho das pedras". Quando você escreve para ensinar, você está democratizando o conhecimento.
O incentivo: O que é óbvio para você pode ser a solução de um problema complexo para outra pessoa. Ao organizar seus processos de criação e construção, você cria um atalho seguro para o sucesso de quem está começando.
O impacto: Você transforma um espectador em um realizador.
2. Promover Mudanças: A Evolução do Indivíduo
Mudar um hábito é uma das tarefas humanas mais difíceis. Um livro focado em mudança serve como um mentor silencioso que acompanha o leitor no dia a dia.
O incentivo: Se você superou um obstáculo ou descobriu um método de evolução pessoal, você tem a responsabilidade ética de compartilhar essa ferramenta. Escrever sobre hábitos é dar ao leitor a estrutura necessária para que ele se torne a melhor versão de si mesmo.
O impacto: Você deixa de entregar apenas informação e passa a entregar transformação real de vida.
3. Dizer Algo: A Nova Perspectiva sobre o Mundo
Às vezes, o que o leitor precisa não é de um novo método, mas de um novo par de lentes para enxergar a realidade. "Dizer algo" é expor sua voz única sobre conceitos, relações e o status quo.
O incentivo: Ninguém tem a sua combinação exata de experiências, dores e sucessos. Sua forma de interpretar o mundo pode ser o clique que faltava para alguém entender a própria realidade. Não tema ser disruptivo; o mundo avança através de ideias que questionam o comum.
O impacto: Você expande os horizontes do leitor e planta sementes de pensamento crítico e empatia.
Também preconizamos que a Escrita deve ser Livre ou (In)Criativa. Então, não espere ter a estrutura perfeita. Identifique qual desses três objetivos mais queima no seu peito hoje e comece escrevendo um parágrafo sobre ele. O livro não nasce pronto; ele nasce de uma vontade de ser útil.
Você já identificou qual desses três pilares seria o tema central do seu livro, ou ele seria uma combinação equilibrada de todos? Se quiser, podemos te ajudar a criar um esboço inicial baseado na sua ideia.
Vital Sousa
Quatro Editora
