Até certo ponto de sua produção, Wirveng Natham construiu uma trajetória marcada pela representação da presença. Seus personagens e paisagens afirmam identidades e revelam vínculos com a cultura e a natureza. Em A Taça , entretanto, o jovem e emergente artista realiza um movimento silencioso, porém decisivo: substitui a presença pela ausência como elemento estruturador da obra. A mudança é perceptível desde a composição. Sobre um fundo negro absoluto, poucos traços são suficientes para delinear uma taça quase transparente. Não há referências que conduzam o olhar. Tudo o que permanece é um objeto reduzido à sua essência, envolvido por um vazio que deixa de ser simples espaço negativo para assumir protagonismo. A pintura passa a existir menos pelo que mostra do que pelo que deliberadamente escolhe não mostrar. Essa inversão é reforçada pela reflexão proposta pelo próprio artista. Em vez de recorrer ao conhecido dilema entre o recipiente "meio cheio" e "meio vazio", ...
“Silvestre Guerra” soa como uma doce contradição para uma avalanche de naturalidade que aflora das histórias contadas pela Tia Cássia. Reais ou inventadas, são compartilhadas com flores, borboletas, pássaros e outros seres alados como fadas e querubins. Escutá-las é alçar voo num céu azul-celeste, salpicado de nuvens de algodão-doce e pássaros de alfenim: pura ternura para nossos ouvidos.
Contudo, nem tudo são cores e flores: vez por outra pode brotar, para ouvidos amadurecidos pela vida, em forma de crônica ou poesia, algumas lembranças de espinhos podados com força, coragem e determinação, marcas registradas de um Clã de Guerreiras que batizei de Clã das Acácias.
Rita de Cássia Silvestre Guerra é o seu nome completo, mas todos a conhecem como Cássia Guerra. Formada em Magistério pelo Colégio Municipal de Garanhuns e Letras pela Universidade de Pernambuco, com especialização em Língua Portuguesa pela UPE e Gestão Escolar pela UFPE.
Desde muito pequena, já sabia que seria professora, uma das suas brincadeiras preferidas era ser professora dos primos e das bonecas. Durante alguns anos, lecionou no colégio Diocesano de Garanhuns e no Instituto Colégio Meridional, também deu aulas de português em cursinhos preparatórios para vestibular e concursos. Durante sua trajetória como professora da rede municipal, trabalhou na sala de leitura. Nessa época, criou um canal no YouTube onde faz mediação e contação de histórias até hoje. Atualmente, é professora de Língua Portuguesa aposentada pelo Município de Garanhuns, Estado de Pernambuco, e dedica-se com mais ênfase à escrita.
Ama escrever, mas nunca valorizou muito esse dom; escrevia e perdia os textos: poesia, crônicas, contos e rascunhos de um romance. Esses rascunhos, em grande parte guardados na memória, transformaram-se no manuscrito de O Quintal das Acácias, o seu primeiro livro, fruto de uma enxurrada de lembranças que ela mesma não sabia estarem tão vivas.
Mais que ficção biográfica, a obra se ergue como libelo contra o machismo estrutural, ao mesmo tempo em que celebra a força ancestral feminina.
Vital Sousa
Quatro Editora
Narrado por uma descendente do "Clã das Acácias", o livro percorre gerações de mulheres que transformaram dor em força e sobrevivência em legado. Do Sertão de Pernambuco às ruas de São Paulo, a saga de Flora e suas herdeiras ecoa como um testemunho de amor, empatia e ancestralidade.
O Lançamento aconteceu no dia 27 de novembro 25, com evento híbrido que reuniu roda de conversa e leitura dramatizada.
Leitoras e Leitores podem garantir seu exemplar nas condições abaixo, com uma dedicatória exclusiva e como brinde um marcador de página.
“O Quintal das Acácias” — uma história de resistência, memória e esperança.
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