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Novidade

A Taça - Uma Reflexão

Até certo ponto de sua produção, Wirveng Natham construiu uma trajetória marcada pela representação da presença. Seus personagens e paisagens afirmam identidades e revelam vínculos com a cultura e a natureza. Em A Taça , entretanto, o jovem e emergente artista realiza um movimento silencioso, porém decisivo: substitui a presença pela ausência como elemento estruturador da obra. A mudança é perceptível desde a composição. Sobre um fundo negro absoluto, poucos traços são suficientes para delinear uma taça quase transparente. Não há referências que conduzam o olhar. Tudo o que permanece é um objeto reduzido à sua essência, envolvido por um vazio que deixa de ser simples espaço negativo para assumir protagonismo. A pintura passa a existir menos pelo que mostra do que pelo que deliberadamente escolhe não mostrar. Essa inversão é reforçada pela reflexão proposta pelo próprio artista. Em vez de recorrer ao conhecido dilema entre o recipiente "meio cheio" e "meio vazio", ...

Arista - Até o Fim do Mundo: Comentários / Críticas


Sabe aqueles livros que você se pergunta: “Será que entendi o final?” E esta pergunta não significa que foi ruim, pelo contrário, significa que o livro mexeu com a sua consciência.

Apresentando uma linda capa com 254 páginas está com preço muito bom para livro digital e caro para livro físico. Acredito que se entrar em contato com o escritor em suas redes sociais o valor seja acessível.

A história é sensacional. Você não larga mais e se sente como o personagem Cadu. Não sabe se é alucinação, sonho ou realidade.

Cadu é um homem de seus quarenta e poucos anos que está numa cidade para uma reunião de negócios. Divorciado, pais de duas moças, leva sua vida de maneira tranquila.

Após uma tempestade na cidade nada faz mais sentido e o convite para conhecer uma ilha menos ainda.

Ao decidir visitar esta ilha, Cadu entra num mundo diferente e cheio de segredos e surpresas. Já teria vivido isto antes?

Diante de tanto contexto, constatamos que a percepção humana e seus pensamentos e atitudes são testados a todo momento.

Arista seria a mulher da sua vida ou uma miragem?

Muitas perguntas e incertezas o rodeiam, assim como Arista que é o título deste livro 1. A princípio não sabia do que se tratava só pelo título, mas depois ficou claro. A fortaleza e a inteligência desta personagem dão um ar superior a história.

Uma jovem que roda o mundo e vê nesta ilha o seu futuro. Ela passou por várias cidades e também fez o Caminho de Santiago de Compostela e parou naquela ilha.

O que significaria? Seu desparecimento é algo intrigante.

Ao ver Cadu sente uma conexão Seria ele o seu grande amor? Qual o mistério envolvendo a ilha?

O tempo para e eles revivem a mesma cena.

O que significa a perda de memória para algumas pessoas?

A história é um mergulho no inconsciente humano. As escolhas feitas mudarão ou não a vida de muitas pessoas.

Em toda a narrativa os assuntos colocados foram bem explicados e pesquisados pelo escritor.

Ele consegue descrever com tantos detalhes que até o local, as cores e as músicas você participa. Ou seja, ele traz você para dentro do livro.

Cada personagem é importante e as perdas no caminho fazem parte da evolução que a vida te determina.

Então, te convido a conhecer estes personagens autênticos. Eles vivem numa ilha cheia de segredos e mistérios. Tenho a certeza de que a memória é o tema principal de uma jornada à realidade ou à ficção.

Um final que fiquei com a sensação de que não entendi, tive que reler. E foi nesta releitura, que deixa tudo misteriosamente interessante.

Arista não deixará você esquecer dela, afinal de contas a aventura continua.


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Sinopse 

Arista - Até o Fim do Mundo é o Volume 1 da Trilogia Arista e retrata o Diário de um viajante, às vésperas do “bug do milênio”. Às voltas com um turbilhão de coincidências incríveis, ele se vê envolvido numa trama internacional de exploração e contrabando de ouro da Guiana Francesa para a Europa. O Diário é, também, uma inquietante tentativa de responder as perguntas sobre as origens do que ele escreve: as lembranças que afloram em sua mente e ele não sabe precisar se são, realmente, lembranças ou sonhos ou delírios.

“Se os nomes ou fatos, descritos, te fizerem lembrar de um lugar, uma pessoa, uma situação; se você experimentar uma forte sensação de déjà vu... Tenha certeza: você pode não ser a pessoa que pensa que é... Então, não perca tempo: deixe tudo que estiver fazendo e venha para Colina, Comuna de Sinnamary, Guiana Francesa, para iniciar a busca da sua verdadeira história... Procure-me no Hotel Concorde, Apto 201... Acredito ser Carlos Eduardo Romero.”

Trecho do Volume 1

Ela passou a vida inteira em busca de respostas; do “elo perdido”; de algo que justificasse sua existência, que explicasse, nos mínimos detalhes, as perguntas que nunca calavam: quem sou? O que sou? Porque, como, quando? Até quando?

Passava horas meditando sobre a vida, as pessoas e a existência. Mas de repente, percebeu, “sentiu”, como Ela definia, o que vinha de dentro e o que percebia do lado de fora, que todas as respostas estavam o tempo todo a seu alcance e num mergulho solitário e consciente, no mais profundo de si mesma, sorriu...

Ela fora a resposta o tempo todo; bastava se reconhecer; se abraçar; se amar e amar!

Percebeu que o tempo é precioso e que tudo que temos é o momento, o hoje, o agora... Mas Ela queria mais! Levantou do lugar onde estava, recitou seus mantras, jogou a “mochila” nas costas, apenas com o essencial, e foi viver...

Como sempre, repetindo: Carpe Diem...

Órfã aos dez anos, Arista foi criada por uma babá que recebeu sua guarda em função de testamento dos seus pais. Dolores era mais que uma babá: foi irmã, amiga, confidente e o porto seguro da introspectiva criança, da adolescente, da jovem mulher... Faleceu antes de ver Arista graduada em Psicologia aos vinte anos. Era uma carreira improvável para alguém tão introspectiva: trabalhar com pessoas.

Após a formatura, decidiu conhecer o mundo. Transformou sua herança em ativos financeiros e partiu. Europa, Índia, China, Tibet, Japão, passou um tempo entre os aborígenes australianos, Estados Unidos, Caribe, países andinos e voltou para casa. Alugou um flat, demonstrando que não ficaria por muito tempo, e aos 25 anos voltou para a faculdade para cuidar de suas especializações acadêmicas. Na teoria, Ela vira e acompanhara, nos mundos dos livros que lera durante a infância, adolescência e faculdade, a vida de milhares de pessoas; na prática, era autodidata, fizera sua especialização em gente nas suas andanças pelo mundo. Fluente em inglês, Francês, espanhol e alemão, não tivera problemas de comunicação, mas ainda não tinha encontrado o seu “elo perdido”: algo que desse razão à sua recém-adquirida liberdade.

Especializou-se, formalmente, na área de Desenvolvimento Humano Organizacional, em Gestão de Pessoas e Mediação de Conflitos. Dividiu seu tempo entre a faculdade e o trabalho: dedicou-se à pesquisa e desenvolvimento de Equipes Autogeridas num dos cinco maiores grupos mundiais de produção de “Energia Limpa”. Após quinze anos de trabalho, já era uma renomada expositora na sua área de atuação, resolveu dar uma parada e fazer um ano sabático. Fez o caminho de Santiago e mudou-se para uma ilha no Caribe para suas merecidas férias.

Vital Sousa
Quatro Editora


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