Pular para o conteúdo principal

Novidade

As Faces de Eva - Um Ato Público, Púbico e Não Pudico

Na psicologia do desenvolvimento, a região púbica e o surgimento dos pelos pubianos marcam a travessia da infância para a puberdade. É o sinal visível de que algo amadurece, de que o corpo anuncia uma passagem irreversível rumo à maturidade sexual e simbólica. Não se trata apenas de biologia, mas de consciência: o corpo diz aquilo que a mente ainda precisa aprender a sustentar. Na psicanálise, o púbico - esse território tantas vezes silenciado ou coberto de pudor - não possui um significado fixo ou universal. Ele emerge como imagem, sonho, associação livre. Pode representar a origem da vida, a potência criadora, a vulnerabilidade extrema ou o desejo. Seu sentido é sempre singular, inconsciente, atravessado pela história de cada sujeito. O que se cala no discurso retorna no símbolo. É a partir dessa chave que nasce As Faces de Eva. Este evento se afirma como "Um Ato Público, Púbico e Não Pudico" porque recusa a infantilização do debate sobre gênero, corpo, poder e responsabil...

Arista - Até O Fim Do Mundo: Críticas / Comentários



"Arista - Até O Fim Do Mundo"
, de Vital Sousa, é uma obra que se desdobra em camadas múltiplas, tanto narrativas quanto psicológicas, conduzindo o leitor por uma jornada que transcende a simples leitura; é uma exploração da psique humana em suas mais profundas e enigmáticas facetas. A partir da perspectiva de Carlos Eduardo Romero (Cadu), o autor nos imerge em uma narrativa que é simultaneamente um diário de viagem e um tratado sobre a fragilidade da memória, a busca pela identidade e o significado da existência.

O livro se situa nas vésperas do “bug do milênio”, um período marcado por incertezas e temores sobre o futuro, refletindo, de maneira simbólica, as inquietações que habitam o âmago de Cadu. As lembranças que emergem em sua mente, indistintas entre realidade, sonhos ou delírios, são representativas da amnésia global transitória, uma condição que metaforiza a perda de identidade e a desconexão com a realidade que muitas vezes aflige o ser humano em momentos de crise existencial.

A narrativa se enriquece com a introdução de personagens como Nivaldo, Jacques, Arthur e Carlos Eduardo, o Cadu, cada um carregando seus próprios mistérios e verdades ocultas, orbitando o enigmático Segredo de Arista. Esta ilha, mais do que um cenário, é um símbolo da busca humana por respostas, por um sentido que transcenda a imanência da vida cotidiana.

O lema "decifra-te ou te devoro" ecoa o antigo adágio do Oráculo de Delfos, "Conhece-te a ti mesmo", e encapsula a essência da jornada de Arista, Cadu e seus companheiros. Esta máxima, profundamente enraizada na psicologia analítica, sugere que o caminho para a compreensão do self e do mundo ao redor passa inevitavelmente pela introspecção, pela coragem de enfrentar os próprios monstros internos e pelas sombras que habitam em cada um de nós.

Sousa, com uma habilidade narrativa que flerta com o realismo mágico, constrói uma trama onde o real e o imaginário se entrelaçam de forma indissociável, convidando o leitor a questionar a própria natureza da realidade. A obra é um convite à reflexão sobre como nossas memórias, sonhos e delírios moldam nossa identidade e percepção do mundo, e como a busca por respostas, por vezes, nos conduz a mais perguntas.

Do ponto de vista psicológico, "Arista, Até O Fim Do Mundo" é um estudo de caso fascinante sobre a condição humana, explorando temas como amnésia, identidade, o inconsciente coletivo e a jornada do herói. A obra de Vital Sousa não apenas entretém, mas também provoca, desafia e expande a compreensão do leitor sobre si mesmo e sobre a complexidade da mente humana.

Em suma, este livro é um opus da literatura contemporânea que merece ser lida, estudada e, sobretudo, sentida. O Segredo de Arista, mais do que um mistério a ser desvendado, é um convite à jornada interior, à descoberta de que, no fim, talvez o maior enigma a ser decifrado seja o próprio eu.

Dalila Dourado – Mestra em Psicologia pela Must University/Flórida. Especialista em Saúde Mental/UnB. Neuropsicóloga e Assistente Social. Servidora Pública da Secretaria de Estado de Saúde do DF.


Sinopse 

Arista - Até o Fim do Mundo é o Volume 1 da Trilogia Arista e retrata o Diário de um viajante, às vésperas do “bug do milênio”. Às voltas com um turbilhão de coincidências incríveis, ele se vê envolvido numa trama internacional de exploração e contrabando de ouro da Guiana Francesa para a Europa. O Diário é, também, uma inquietante tentativa de responder as perguntas sobre as origens do que ele escreve: as lembranças que afloram em sua mente e ele não sabe precisar se são, realmente, lembranças ou sonhos ou delírios.

“Se os nomes ou fatos, descritos, te fizerem lembrar de um lugar, uma pessoa, uma situação; se você experimentar uma forte sensação de déjà vu... Tenha certeza: você pode não ser a pessoa que pensa que é... Então, não perca tempo: deixe tudo que estiver fazendo e venha para Colina, Comuna de Sinnamary, Guiana Francesa, para iniciar a busca da sua verdadeira história... Procure-me no Hotel Concorde, Apto 201... Acredito ser Carlos Eduardo Romero.”


Trecho do Volume 1

Ela passou a vida inteira em busca de respostas; do “elo perdido”; de algo que justificasse sua existência, que explicasse, nos mínimos detalhes, as perguntas que nunca calavam: quem sou? O que sou? Porque, como, quando? Até quando?

Passava horas meditando sobre a vida, as pessoas e a existência. Mas de repente, percebeu, “sentiu”, como Ela definia, o que vinha de dentro e o que percebia do lado de fora, que todas as respostas estavam o tempo todo a seu alcance e num mergulho solitário e consciente, no mais profundo de si mesma, sorriu...

Ela fora a resposta o tempo todo; bastava se reconhecer; se abraçar; se amar e amar!

Percebeu que o tempo é precioso e que tudo que temos é o momento, o hoje, o agora... Mas Ela queria mais! Levantou do lugar onde estava, recitou seus mantras, jogou a “mochila” nas costas, apenas com o essencial, e foi viver...

Como sempre, repetindo: Carpe Diem...

Órfã aos dez anos, Arista foi criada por uma babá que recebeu sua guarda em função de testamento dos seus pais. Dolores era mais que uma babá: foi irmã, amiga, confidente e o porto seguro da introspectiva criança, da adolescente, da jovem mulher... Faleceu antes de ver Arista graduada em Psicologia aos vinte anos. Era uma carreira improvável para alguém tão introspectiva: trabalhar com pessoas.

Após a formatura, decidiu conhecer o mundo. Transformou sua herança em ativos financeiros e partiu. Europa, Índia, China, Tibet, Japão, passou um tempo entre os aborígenes australianos, Estados Unidos, Caribe, países andinos e voltou para casa. Alugou um flat, demonstrando que não ficaria por muito tempo, e aos 25 anos voltou para a faculdade para cuidar de suas especializações acadêmicas. Na teoria, Ela vira e acompanhara, nos mundos dos livros que lera durante a infância, adolescência e faculdade, a vida de milhares de pessoas; na prática, era autodidata, fizera sua especialização em gente nas suas andanças pelo mundo. Fluente em inglês, Francês, espanhol e alemão, não tivera problemas de comunicação, mas ainda não tinha encontrado o seu “elo perdido”: algo que desse razão à sua recém-adquirida liberdade.

Especializou-se, formalmente, na área de Desenvolvimento Humano Organizacional, em Gestão de Pessoas e Mediação de Conflitos. Dividiu seu tempo entre a faculdade e o trabalho: dedicou-se à pesquisa e desenvolvimento de Equipes Autogeridas num dos cinco maiores grupos mundiais de produção de “Energia Limpa”. Após quinze anos de trabalho, já era uma renomada expositora na sua área de atuação, resolveu dar uma parada e fazer um ano sabático. Fez o caminho de Santiago e mudou-se para uma ilha no Caribe para suas merecidas férias.


Vital Sousa
Quatro Editora


Para mais informações:


Para Comprar, Escolha a sua Plataforma preferida:

Amazon: [Clique AQUI]


Google Play Livros: [Clique AQUI]

Para Contato e Mais Informações fale com o Autor:

Mais Lidos da Semana

Ventos do Catimbau - O Ser'tão Forte

Projeto: “Ventos do Catimbau – O Ser’tão Forte: Resistência, Resiliência, Resgate e Reconhecimento  no Semiárido Pernambucano” Objetivo: Identificar, Qualificar e Publicar Novos Escritores, além de Fomentar o Reconhecimento e a Valorização das pessoas que atuam em prol do Desenvolvimento Sustentável do Semiárido, destacando a importância da Educação e da Cultura em todas as suas linguagens. "Não somos 'bonzinhos' nem fazemos 'caridade': praticamos Economia Solidária e Marketing Social." - Vital Sousa - Tonny Aguiar - Biu Di Braga O  Projeto "Ventos do Catimbau - O Ser'tão Forte"  é uma Iniciativa Independente e, eventualmente, será financiado por Politicas de Fomento à Cultura como o PNAB e a Lei Rouanet.  Este é um   Projeto de cunho "Social e Sem Fins Lucrativos". O Proponente e Realizador cede os Direitos Autorais da obra Ventos do Catimbau – O Ser’tão Forte, assim como os seus Honorários para a realização das Palestras-Oficinas   c...

Petit Pois

Petit Pois é puro contraste. Em contraste com sua estatura é uma gigante em referências que desafiam a lógica e vai ao encontro da confluência cósmica de Nêgo Bispo, deslizando no fluído cósmico universal, defendido pelos espíritas. À primeira vista, reconheci a centauro fêmea Hileia – na mitologia grega, deusa menor da fertilidade e da vegetação – e com a visão mais apurada, me fez lembrar Marilyn Monroe e Eva Mendes – famosas atrizes hollywoodianas – por causa de um “pequeno detalhe: a pinta na bochecha esquerda. Reza a lenda que pessoas que têm pintas assim, apreciam a boa comida, são generosos e sabem apreciar as coisas boas da vida. Como já disse, puro contraste. Todas essas referências no meio da Caatinga Pernambucana, podem parecer meras abstrações, mas para quem conhece e ama o Sertão é puro reconhecimento, pois Petit Pois é, literalmente, a confirmação de que “a arte não é para solucionar ou decorar, mas para sobreviver” e, como diz Fernando Pessoa, “a arte é uma confiss...

Desejos

Desejos é um resumo do estilo expressionista de Cicero Souza que mistura escultura, modelagem e marchetaria para compor uma representação tridimensional de uma angústia. Ao vê-la, torna-se inseparável da Obra, o pensamento de um preceito Budista: “Não deseje, não sofra." Essa visão é corroborada pela composição da Obra: a peça que representa os grilhões que prendem as pernas da figura humana, é totalmente livre, mostrando aos incautos que a “prisão” está, apenas, na mente do ser humano, podendo o mesmo libertar-se na hora que bem “desejar”; mas se desejar continuar preso, que o faça de forma consciente. Desejos: escultura (40x18x30), em madeira de Umburana, do Artista Cícero Souza, do Vale do Catimbau. Lado Direito Costas Lado Esquerdo Certificado de Autenticidade: TG202411020002PU da Tonny Galeria . Para Comprar fale com o Tonny