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Eu no Espelho - Dia Nacional do Escritor

Não deixei o Dia Nacional do Escritor passar em branco... Talvez apenas o tenha deixado passar em preto e branco. Afinal, a folha de photobooth que acompanha esta publicação não é um exercício de vaidade, tampouco uma tentativa de provar que um escritor pode fazer dezesseis caretas diferentes diante de uma câmera. É, antes de tudo, uma pequena confissão. Ontem, 25 de julho, celebramos o Dia Nacional do Escritor . Hoje, resolvi comemorar a data mostrando um pouco daquilo que raramente aparece nas fotografias de divulgação de um livro: a estranha multidão que habita um único autor. Durante muito tempo me perguntaram por que assino obras com nomes diferentes. Alguns imaginam estratégia de mercado; outros, mero capricho estético. A verdade é menos simples e muito mais divertida. Vital Sousa é quem organiza o pensamento, estrutura projetos, pesquisa, estuda e procura dar coerência às ideias. Tonny Aguiar prefere a narrativa, as crônicas, o romance, os personagens que caminham entre o abs...

Dimas

Dimas , Escultura em madeira de umburana, envelhecida pela ação do tempo, é uma representação clássica do estilo de “Interferência Mínima” que caracteriza o trabalho do Artista Fábio Ramos . Nessa corrente, do vasto acervo do Artista, a madeira impõe a sua vontade ou convence o Artista de que a Obra de Arte já está pronta: precisa apenas de lapidação, que o artista faz com excelência. No momento da sua seleção para o Acervo da Tonny Galeria , repousava no terreiro do Ateliê do Artista, de braços abertos, com as mãos amputadas, mas com o dedo em riste na minha cara, para me lembrar da nossa Proposta de Trabalho, em confluência com sua criação: interferir minimante no processo de criação dos Artistas, no momento da introdução de uma Obra de Arte em nossa Galeria. Parafraseando Dimas , o bom ladrão, o cara sábio na hora da morte, posso dizer, como imagino que a Escultura diria: “Lembra-te de mim quando vieres com o teu reconhecimento como Artista” . Uma exortação para que redirecionemos ...

Bastet

  Por pura “confluência cósmica”, um Gato Mourisco com um Gibão ou uma Túnica Cerimonial, transferida do Antigo Egito para a Caatinga, sendo representado de forma expressionista por um jovem Artista, que já figura como uma das promessas da Vanguarda de Artistas do Vale do Catimbau: Wesley Ferreira. Normal, diria a “Madrinha” Simone Souza. Normal, também, que o “Padrinho” da Obra de Arte (Tonny Aguiar) a batizasse com o nome de uma das mais importantes divindades do Egito: Bastet , a Deusa da Fertilidade, da Reprodução, do Amor, da Música e da Dança... Pura Arte de “sobreviver” e “encantar”: tudo que representa a Arte no Vale do Catimbau. Bastet , em síntese, é a representação da proposta de trabalho da Tonny Galeria, baseada na Tríade Traduzir – Transformar – Transcender , porque para mim a Arte “transcende” as definições para traduzir o que cada “encantado” sente; Arte é o que o se sente: quando o artista, “transforma” matéria prima em Obra de Arte, projeta em seu trabalho um ped...

Lindomar - O Menino Que Virou Mar

Lindomar - O Menino Que Virou Mar é o primeiro Volume de uma Trilogia baseada na Diáspora dos Nordestinos pelo Brasil e pelo Mundo. E um Conto de Realismo Fantástico, de Tonny Aguiar ,  que narra a saga de um "retirante por propósito", traduzido para a Linguagem do Cordel por  Biu Di Braga : um personagem afoito e irreverente do Conto ganhou vida e obra próprias... Uma peleja de ideias de dois cabras da peste, arretados, para contar tim-tim por tim-tim, sem  aumentar um ponto, uma história fantástica cantada nas feiras dos Sertões: "a história de  Lindomar, a lenda que termina, para outra começar"; fruto do amor de Biu e Lene Marinho q ue, ao nascer, foi arrebatado pelo mar! Para deixá-los mais curiosos sobre esta história, antecipo um trecho de um dos momentos  mais importantes: o encontro de Biu e Lene Marinho, que, mesmo sem saber, fizeram tudo  acontecer: a história de Lindomar – o menino do Sertão que, ao nascer, virou mar; a lenda  que termina p...

O Ser'tão Forte

“Ao sobrevir das chuvas, a terra, como vimos, transfigura-se em mutações fantásticas, contrastando com a desolação anterior.” O Sertão é pura contradição e é aqui neste pedaço de chão dicotômico que Salvador Dali justifica sua célebre frase: “tudo que é contraditório gera vida.” É neste ambiente que prolifera uma força imensurável: o Sertanejo. “O sertanejo é, antes de tudo, um forte.” O Sertanejo é o próprio Sertão, “Ser’tão Forte”: em todas as suas relações e expressões. Da convivência com o Semi Árido às suas manifestações culturais construídas com carne, sangue, suor e areia correndo em suas veias. “A caatinga mirrada e nua, apareceu repentinamente desabrochando numa florescência extravagantemente colorida no vermelho forte das divisas, no azul desmaiado dos dólmãs e nos brilhos vivos das chapas dos talins e estribos oscilantes.” É nesse contexto sertanejo que a descrição de despojos de batalha explode na mente com a natural beleza de uma pintura Neorrealista de Portinari, assim co...

Desejos

Desejos é um resumo do estilo expressionista de Cicero Souza que mistura escultura, modelagem e marchetaria para compor uma representação tridimensional de uma angústia. Ao vê-la, torna-se inseparável da Obra, o pensamento de um preceito Budista: “Não deseje, não sofra." Essa visão é corroborada pela composição da Obra: a peça que representa os grilhões que prendem as pernas da figura humana, é totalmente livre, mostrando aos incautos que a “prisão” está, apenas, na mente do ser humano, podendo o mesmo libertar-se na hora que bem “desejar”; mas se desejar continuar preso, que o faça de forma consciente. Desejos: escultura (40x18x30), em madeira de Umburana, do Artista Cícero Souza, do Vale do Catimbau. Lado Direito Costas Lado Esquerdo Certificado de Autenticidade: TG202411020002PU da Tonny Galeria . Para Comprar fale com o Tonny

Cícero Souza

Natural de Sertânia, PE, tem uma trajetória inspiradora. Aos doze anos migrou para o Cariri Cearense onde cresceu, estudou, fez-se homem e começou sua jornada como operário da construção civil, moldando estruturas e edificações.  Retornando ao Sertão pernambucano, estabeleceu-se no Vale do Catimbau onde a experiência em moldar estruturas, fez florescer a paixão pela escultura em madeira, levando-o a se tornar um escultor. Suas obras refletem a rica cultura e a beleza do sertão, transformando, com toques arquitetônicos, troncos e galhos em peças únicas que contam histórias e capturam a essência da sua terra. Nesse contexto, dá asas a um estilo expressionista, onde a “conversa” com a madeira, traduz-se numa visão compartilhada do Artista com a Natureza, na criação de uma nova fauna e flora, assim como representações do cotidiano. Tudo isso faz de Cícero Souza um legítimo representante da Vanguarda da Escultura em Madeira no Vale do Catimbau, já reconhecido em Premiação na Feneart (20...

Fabio Ramos

  Natural de Buíque, PE, porta de Entrada do Vale do Catimbau , Fábio Ramos , desde a infância demonstra que a Arte está no seu sangue. A partir de 2007, iniciado pelo Grão Mestre José Bezerra, do qual aceitou o desafio de criar seu primeiro trabalho com madeira, a representação de uma Beata, transformou a Escultura em Profissão e espalhou suas obras pelo mundo.  Hoje, estima que sua arte esteja presente em 34 países. Notoriamente reconhecido como Mestre Artesão, já contabiliza várias participações, com menções honrosas, no Salão de Artes Popular Ana Holanda (FENEART) e Salão de Arte Religiosa de Pernambuco . Fábio Ramos já notabilizou-se pelos trabalhos com a madeira refinadamente polida, mas atualmente, deixou as raízes sertanejas falar mais alto e destaca-se pelo estilo de mínima interferência em suas esculturas, dando assas à sua imaginação e aos contornos naturais da madeira, numa dança de movimentos bruscos e passos delicados que revelam a essência da matéria-prima e a c...