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O Ponto dos Contos: Crônicas Improváveis

Sinopse O Ponto dos Contos – Crônicas Improváveis reúne histórias bem-humoradas, irreverentes e surpreendentes que despertam aquilo que existe de mais espontâneo nas pessoas: o riso. Em tempos marcados pelo excesso de estresse, ansiedade e excesso de informações, a literatura também pode ser uma ferramenta de bem-estar. Cada página foi escrita para proporcionar momentos leves, divertidos e capazes de arrancar boas gargalhadas. Porque sorrir faz bem. E quando o sorriso aparece, ele merece ser bonito. É justamente nesse ponto que a literatura encontra a odontologia: enquanto o livro desperta o sorriso, os profissionais da saúde bucal cuidam para que ele seja saudável, bonito e duradouro. O Direito de Ser Estranho (Apresentação) Em um mundo obcecado pela produtividade e pela padronização do comportamento, vivemos em uma época particularmente inclinada a transformar diferenças, desconfortos e comportamentos incomuns em explicações rápidas. É o império do diagnóstico instantâneo: aquele qu...

O Ponto dos Contos: Crônicas Improváveis


Sinopse

O Ponto dos Contos – Crônicas Improváveis reúne histórias bem-humoradas, irreverentes e surpreendentes que despertam aquilo que existe de mais espontâneo nas pessoas: o riso.

Em tempos marcados pelo excesso de estresse, ansiedade e excesso de informações, a literatura também pode ser uma ferramenta de bem-estar. Cada página foi escrita para proporcionar momentos leves, divertidos e capazes de arrancar boas gargalhadas.

Porque sorrir faz bem.

E quando o sorriso aparece, ele merece ser bonito.

É justamente nesse ponto que a literatura encontra a odontologia: enquanto o livro desperta o sorriso, os profissionais da saúde bucal cuidam para que ele seja saudável, bonito e duradouro.

O Direito de Ser Estranho (Apresentação)

Em um mundo obcecado pela produtividade e pela padronização do comportamento, vivemos em uma época particularmente inclinada a transformar diferenças, desconfortos e comportamentos incomuns em explicações rápidas. É o império do diagnóstico instantâneo: aquele que fica pronto em três minutos, prescinde do tempo da escuta, carece de substância nutritiva e serve apenas para saciar a ansiedade coletiva por um rótulo definitivo. Se a dor incomoda, medica-se; se a singularidade destoa, etiqueta-se. A sociedade contemporânea perdeu a paciência para o tempo do amadurecimento e a tolerância para a imperfeição humana.

É justamente no contrafluxo dessa engrenagem que desembarca O Ponto dos Contos – Crônicas Improváveis, de Tonny Aguiar.

Diante de um tribunal hipervigilante que hoje poderia tentar classificar cada estranheza como transtorno, Tonny faz outro movimento: transforma a diferença, o estranhamento e o ridículo cotidiano em literatura. A literalidade desafiadora da infância, a fixação teimosa em uma calça Far West, as aventuras com um amigo imaginário ou o riso involuntário que teima em explodir na hora mais errada não precisam, nestas páginas, de um laudo. Estão aqui para serem narrados.

Engana-se, contudo, quem enxerga nestas páginas apenas humor passageiro ou piada descompromissada. Rir de si mesmo, como Tonny demonstra a cada causo, pode ser também uma forma de sobreviver às próprias lembranças. Debaixo da poeira cômica de situações hilárias e constrangedoras, latejam experiências difíceis: o ambiente familiar caótico, os castigos físicos, a invasão da casa pela Polícia do Exército durante os anos de chumbo da ditadura militar, o acidente que deixou uma cicatriz na cabeça, a precariedade e o preconceito. Por isso, seu riso pode ser lido como resistência: uma maneira de recusar o lugar da vítima e devolver às próprias experiências uma dimensão de liberdade.

(Íntegra do Texto no Livro)

- João Pedro Amaral
Psicólogo

Quando a vida vira história — E a história vira riso (Prefácio)

Há livros que chegam às nossas mãos como obras a serem lidas. Outros chegam como encontros. O Ponto dos Contos – Crônicas Improváveis, de Tonny Aguiar, chegou para mim como um desses encontros inesperados que, depois de acontecerem, nos fazem agradecer pelo acaso.

Recebi o convite para escrever este prefácio com alegria e, confesso, com a responsabilidade que um convite como este carrega. Mas foi somente após a leitura que entendi o verdadeiro privilégio que me havia sido concedido.

Porque, simplesmente, eu apenas não li o livro. Eu me diverti com ele. Eu me envolvi na leitura. E gargalhei muito com ele. Daquelas gargalhadas que interrompem a leitura, nos fazem fechar o livro e, por alguns instantes, pensar: “Será que isso realmente aconteceu?”

Acho que esta é uma das grandes provocações que Tonny Aguiar oferece ao leitor. O que, afinal, é a realidade quando passa pela memória, pelo olhar e pela escrita de quem a conta?

(Íntegra do Texto no Livro)

- Cris Rufino
Neuropsicopedagoga


NOTA DE ESCLARECIMENTO

O Ponto dos Contos – Crônicas Improváveis aborda, entre outros temas, neurodivergências e transtornos psicológicos e neurológicos. Em função desses temas, cabe o esclarecimento de que não considero o crescimento dos diagnósticos tardios uma “modinha”, mas também compreendo que diagnóstico não deve ser tratado como rótulo ou explicação automática para comportamentos. A ampliação dos métodos de identificação é um avanço que exige olhar crítico, informação e responsabilidade – fazer um teste na internet não te faz um Neurodivergente.

As crônicas partem das minhas próprias, dificuldades, contradições, absurdos e inadequações cotidianas para transformá-las em matéria de humor e reflexão. Não para banalizar o sofrimento, mas para falar sobre ele sem a obrigação de sermos permanentemente sérios, perfeitos, adequados ou caber em algum estereótipo.

Gosto de pensar o livro como uma partilha em uma terapia coletiva: eu conto minhas histórias, você talvez reconheça algumas das suas e, juntos, podemos descobrir que não somos tão diferentes assim. Sorrir dessas narrativas é minha maneira de dizer: apesar dos pesares, eu continuo sorrindo.

- Tonny Aguiar
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