Sinopse O Ponto dos Contos – Crônicas Improváveis reúne histórias bem-humoradas, irreverentes e surpreendentes que despertam aquilo que existe de mais espontâneo nas pessoas: o riso. Em tempos marcados pelo excesso de estresse, ansiedade e excesso de informações, a literatura também pode ser uma ferramenta de bem-estar. Cada página foi escrita para proporcionar momentos leves, divertidos e capazes de arrancar boas gargalhadas. Porque sorrir faz bem. E quando o sorriso aparece, ele merece ser bonito. É justamente nesse ponto que a literatura encontra a odontologia: enquanto o livro desperta o sorriso, os profissionais da saúde bucal cuidam para que ele seja saudável, bonito e duradouro. O Direito de Ser Estranho (Apresentação) Em um mundo obcecado pela produtividade e pela padronização do comportamento, vivemos em uma época particularmente inclinada a transformar diferenças, desconfortos e comportamentos incomuns em explicações rápidas. É o império do diagnóstico instantâneo: aquele qu...
Como diz o Vinicius de Moraes no seu “Samba da Benção, “a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida”. Deveras, Poetinha! Eu do meu lado tenho dito que na “Vida de Escritor”, Literária, Real ou Inventada vivemos de encontros para lembrar que ainda sou, és, serei, serás, seremos convergências da nossa vontade.
Num desses encontros, no meio do caminho para tornar-me escritor em tempo integral, conheci Palloma Santos. Antes de falar sobre ela, razão desta crônica, quero reforçar o momento do encontro porque é a confluência de duas trajetórias, de dois escritores que tomaram a decisão de tornar a escrita os seus propósitos de vida. Evito a expressão “escritor profissional”, usando a expressão “escritor em tempo integral”, porque compreendo que escrever é muito, mais do que profissão: é propósito, é missão, é processo, é terapia, é cura.
No caminho dos preparativos para experienciar a trajetória de um personagem enquanto preparava o lançamento de mais um livro, conheci a Palloma, num templo da Literatura: uma Biblioteca. Claro que nessas condições, uma instigante conversa, entre a Poetisa Buiquense e um contador de histórias, sobre escrita, edição de livros e outros projetos e oportunidades para construir o prazer da leitura no público alvo dos 8 aos 80 anos, seria inevitável. Assim traçamos, com o encontro, mais um marco de afirmação em nossas carreiras com muitas histórias passadas, presentes e futuras... Caminhamos!
Palloma Santos escreve desde os doze anos, quando a palavra ainda era um brinquedo secreto e silencioso — e não a missão, o propósito que hoje a nomeia. Durante duas décadas, esse gesto íntimo permaneceu adormecido, até que um diagnóstico de depressão trouxe à superfície um grito abafado. Foi a escrita, novamente, que se apresentou como escuta. Como quem reencontra um espelho esquecido no sótão da infância, ela reconheceu naquela menina de vinte anos atrás a semente de algo essencial.
Com coragem e determinação, lançou seu primeiro livro — Meus girassóis, amor e cicatrizes. Um passo no escuro, sim, mas carregado da luz de quem escreve mesmo sem saber o caminho. A autopublicação libertou não apenas palavras, mas também um fluxo represado por anos.
Na sequência, veio Preto no Branco – Amor e Saudade, onde emoções densas ganharam corpo e forma, compartilhadas como cartas lançadas ao mar. Mas ainda havia fome. Não mais de dizer o que sente — mas de sentir enquanto escreve, sem a mediação da norma ou da expectativa. A escrita como respiração. Como existência. Como resistência.
Essa entrega plena se materializa agora em seu terceiro livro: Querida Eu. Um título, um chamado. Um espelho. Um ponto de inflexão que evoca a célebre Metáfora do Espelho de Jacques Lacan, onde o sujeito se reconhece na imagem, mas também se estranha, porque todo reconhecimento é uma forma de invenção.
Assim, Querida Eu marca o momento em que Palloma Santos se vê — inteira, fragmentada, múltipla — e oferece ao leitor esse reflexo vivo, pulsante. Porque escrever, para ela, é criar um mundo onde a alma pode habitar com liberdade e, talvez, encontrar eco na alma do outro.
O lançamento deste livro não poderia acontecer em outro lugar senão no coração dos afetos literários: uma biblioteca, entre parentes, amigos, admiradores e leitores. Todos aqueles que, de alguma forma, fizeram ou farão parte dessa jornada. Este é um rito de passagem, um marco, um abraço coletivo em forma de palavras.
Vital Sousa
Quatro Editora
Serviço
Data: 30 de Abril de 2025
Hora: 18 hs
Local: Biblioteca Graciliano Ramos
Av. Jonas Camelo de Almeida, 250, Buíque, PE.

