Sinopse O Ponto dos Contos – Crônicas Improváveis reúne histórias bem-humoradas, irreverentes e surpreendentes que despertam aquilo que existe de mais espontâneo nas pessoas: o riso. Em tempos marcados pelo excesso de estresse, ansiedade e excesso de informações, a literatura também pode ser uma ferramenta de bem-estar. Cada página foi escrita para proporcionar momentos leves, divertidos e capazes de arrancar boas gargalhadas. Porque sorrir faz bem. E quando o sorriso aparece, ele merece ser bonito. É justamente nesse ponto que a literatura encontra a odontologia: enquanto o livro desperta o sorriso, os profissionais da saúde bucal cuidam para que ele seja saudável, bonito e duradouro. O Direito de Ser Estranho (Apresentação) Em um mundo obcecado pela produtividade e pela padronização do comportamento, vivemos em uma época particularmente inclinada a transformar diferenças, desconfortos e comportamentos incomuns em explicações rápidas. É o império do diagnóstico instantâneo: aquele qu...
Maria é uma digna representante do estilo figurativo que notabilizou o Artista Fabio Ramos e trouxe o reconhecimento para a sua Arte. “As Beatas”, esculpidas com um esmero divergente da proposta de intervenção mínima, tornaram-se quase um sobrenome do Artista. No entanto, Maria representa mais: representa a religiosidade do sertanejo, a força, a resiliência, a fé e a esperança “de uma gente que ri quando deve chorar”. Maria é um retrato, acima de tudo de uma mulher. Por abstração, no momento de sua contemplação e batismo, um retrato da mulher negra brasileira.
Já definiram que “Arte é quando você coloca um pedaço da sua alma no mundo e alguém se reconhece nela”. Maria é um desses casos. Na madeira refinadamente polida, o “pedaço de alma” se revela através de uma fresta: uma marca no rosto que a distingue de todas e a torna representante de todas e, porque não dizer, de todos: Maria me representa. Representa a “gente que ri quando deve chorar”.
É, exatamente, esta marca no rosto, “no corpo”, que a faz, na minha memória, representante dos versos de Fernando Brant e Milton Nascimento:
“Mas é preciso ter força,
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria.”
E, modéstia às favas, também me faz lembrar dos meus próprios versos, proferidos pelo arquétipo Tonny Aguiar:
“Maria
De todas as cores,
De todos os signos,
De tantos fervores
E anúncios benignos.
Fruto de tantos desejos,
Despertados em lampejos,
Na plena escuridão.
Maria
De tantos nomes e ofícios,
De tantos sacrifícios,
De José e de João:
Pena que me chamo
Antonio (sem acento)”.
Maria: escultura (70x22x20), em madeira de Umburana, do Artista Fábio Ramos, do Vale do Catimbau.
Vital Sousa
Tonny Galeria



Certificado de Autenticidade: TG202512040006PU da Tonny Galeria.
