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Novidade

As Faces de Eva - Um Ato Público, Púbico e Não Pudico

Na psicologia do desenvolvimento, a região púbica e o surgimento dos pelos pubianos marcam a travessia da infância para a puberdade. É o sinal visível de que algo amadurece, de que o corpo anuncia uma passagem irreversível rumo à maturidade sexual e simbólica. Não se trata apenas de biologia, mas de consciência: o corpo diz aquilo que a mente ainda precisa aprender a sustentar. Na psicanálise, o púbico - esse território tantas vezes silenciado ou coberto de pudor - não possui um significado fixo ou universal. Ele emerge como imagem, sonho, associação livre. Pode representar a origem da vida, a potência criadora, a vulnerabilidade extrema ou o desejo. Seu sentido é sempre singular, inconsciente, atravessado pela história de cada sujeito. O que se cala no discurso retorna no símbolo. É a partir dessa chave que nasce As Faces de Eva. Este evento se afirma como "Um Ato Público, Púbico e Não Pudico" porque recusa a infantilização do debate sobre gênero, corpo, poder e responsabil...

Maria



Maria é uma digna representante do estilo figurativo que notabilizou o Artista Fabio Ramos e trouxe o reconhecimento para a sua Arte. “As Beatas”, esculpidas com um esmero divergente da proposta de intervenção mínima, tornaram-se quase um sobrenome do Artista. No entanto, Maria representa mais: representa a religiosidade do sertanejo, a força, a resiliência, a fé e a esperança “de uma gente que ri quando deve chorar”. Maria é um retrato, acima de tudo de uma mulher. Por abstração, no momento de sua contemplação e batismo, um retrato da mulher negra brasileira.

Já definiram que “Arte é quando você coloca um pedaço da sua alma no mundo e alguém se reconhece nela”. Maria é um desses casos. Na madeira refinadamente polida, o “pedaço de alma” se revela através de uma fresta: uma marca no rosto que a distingue de todas e a torna representante de todas e, porque não dizer, de todos: Maria me representa. Representa a “gente que ri quando deve chorar”.

É, exatamente, esta marca no rosto, “no corpo”, que a faz, na minha memória, representante dos versos de Fernando Brant e Milton Nascimento:

“Mas é preciso ter força,
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria.”

E, modéstia às favas, também me faz lembrar dos meus próprios versos, proferidos pelo arquétipo Tonny Aguiar:

“Maria
De todas as cores,
De todos os signos,
De tantos fervores
E anúncios benignos.
Fruto de tantos desejos,
Despertados em lampejos,
Na plena escuridão.

Maria
De tantos nomes e ofícios,
De tantos sacrifícios,
De José e de João:
Pena que me chamo
Antonio (sem acento)”.


Maria: escultura (70x22x20), em madeira de Umburana, do Artista Fábio Ramos, do Vale do Catimbau.


Vital Sousa
Tonny Galeria








Certificado de Autenticidade: TG202512040006PU da Tonny Galeria.

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