Até certo ponto de sua produção, Wirveng Natham construiu uma trajetória marcada pela representação da presença. Seus personagens e paisagens afirmam identidades e revelam vínculos com a cultura e a natureza. Em A Taça , entretanto, o jovem e emergente artista realiza um movimento silencioso, porém decisivo: substitui a presença pela ausência como elemento estruturador da obra. A mudança é perceptível desde a composição. Sobre um fundo negro absoluto, poucos traços são suficientes para delinear uma taça quase transparente. Não há referências que conduzam o olhar. Tudo o que permanece é um objeto reduzido à sua essência, envolvido por um vazio que deixa de ser simples espaço negativo para assumir protagonismo. A pintura passa a existir menos pelo que mostra do que pelo que deliberadamente escolhe não mostrar. Essa inversão é reforçada pela reflexão proposta pelo próprio artista. Em vez de recorrer ao conhecido dilema entre o recipiente "meio cheio" e "meio vazio", ...
Vânia Costa: a voz que atravessa o ruído
Vânia Costa é daquelas raras presenças que não se anunciam em megabytes — se percebem no silêncio. Durante anos, através das ondas do rádio, sua voz guiou corações anônimos. Agora, essa mesma voz, antes invisível, ecoa em versos que nos convidam a escutar o que as telas abafaram: a respiração do amor.
Timidez não é retraimento — é contenção de energia. Em Vânia, essa energia se transmuta em poesia, em lucidez, em ternura. Ela escreve como quem observa o mundo pelo vidro, mas se recusa a deixar de sentir. Entre o som e o silêncio, entre o “online” e o “off-line”, ela descobre o intervalo onde o humano ainda pulsa. Seus poemas são espelhos daquilo que esquecemos de olhar. Falam de amores interrompidos pela pressa, de afetos arquivados em nuvens, de corações “hackeados” por ilusões. Mas também falam da força do recomeço, da simplicidade, da beleza das pequenas presenças.
Vânia é, sobretudo, uma cronista do amor contemporâneo — aquele que tenta sobreviver à velocidade do toque e à superficialidade dos algoritmos. Ela não escreve para idealizar o amor, mas para reumanizá-lo, devolvendo-lhe corpo, cheiro, carne e alma. Como Vinícius de Moraes, acredita que “o amor, mesmo não sendo eterno, seja infinito enquanto dure”. E é nessa infinitude fugaz que sua poesia encontra eternidade.
Vital Sousa
Quatro Editora
Começou no dia 10 de Outubro a Pré-venda do livro Amor.com, um livro que não é apenas uma coletânea de poemas, mas uma cartografia emocional da era digital. Aqui, o amor aparece em todos os seus estados de conexão: plugado, offline, hackeado, reiniciado, deletado e renascido. Cada verso é uma tentativa de lembrar que, por trás de cada tela, ainda existe um coração.
A data oficial de lançamento será marcada para a primeira semana de dezembro, com evento híbrido que reunirá roda de conversa, leitura dramatizada e o plantio simbólico de uma muda de acácia, símbolo da obra.
Enquanto isso, leitoras e leitores já podem garantir seu exemplar na [LISTA DE PRÉ-VENDA] abaixo, que traz uma dedicatória exclusiva e como brinde um marcador de página.
"Amor.com: Um manifesto lírico pela reumanização do amor"
[LISTA DE PRÉ-VENDA]
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