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Novidade

O Ponto dos Contos: Crônicas Improváveis

Sinopse O Ponto dos Contos – Crônicas Improváveis reúne histórias bem-humoradas, irreverentes e surpreendentes que despertam aquilo que existe de mais espontâneo nas pessoas: o riso. Em tempos marcados pelo excesso de estresse, ansiedade e excesso de informações, a literatura também pode ser uma ferramenta de bem-estar. Cada página foi escrita para proporcionar momentos leves, divertidos e capazes de arrancar boas gargalhadas. Porque sorrir faz bem. E quando o sorriso aparece, ele merece ser bonito. É justamente nesse ponto que a literatura encontra a odontologia: enquanto o livro desperta o sorriso, os profissionais da saúde bucal cuidam para que ele seja saudável, bonito e duradouro. O Direito de Ser Estranho (Apresentação) Em um mundo obcecado pela produtividade e pela padronização do comportamento, vivemos em uma época particularmente inclinada a transformar diferenças, desconfortos e comportamentos incomuns em explicações rápidas. É o império do diagnóstico instantâneo: aquele qu...

Todas as palavras que nunca falei


Costumo dizer que uma Critica Literária é uma Revisão Textual Póstuma ou um Prólogo de Segunda Edição. Entre os dois extremos da avaliação de uma obra, a necessária experiência e o conhecimento de causa do que é ser um Escritor iniciante, na selva de pedra do Mercado Literário. Costumo dizer, também, que quando não há nada de bom a ser dito, o silêncio é a melhor resposta. Absolutamente, não é o caso desse Livro.

Em “Todas as palavras que nunca falei”, primeira de muitas obras de Samylla Paixão, da capa às orelhas, das orelhas ao miolo, este livro é um grito: silencioso, comportado, de alguém que está em plena transformação. Um diamante bruto que lapida enquanto é lapidado e propõe lapidar o leitor com cada palavra, que devorou suas versões passadas, numa metamorfose induzida pela maior força do universo: a vontade humana. Cada faceta deste diamante, trás à tona sua alma: do mero carvão à joia rara.

“Paixão” (providencial sobrenome) arregaça as mangas e enfrenta os seus medos com a doçura do seu olhar sobre todas as coisas, enquanto a pureza de menina dá lugar à afirmação da mulher Escritora. Na leitura, é possível acompanhar, traçar uma linha do tempo dessa (r)evolução que toma conta das suas palavras: não ditas nas longas noites de silêncio com os seus botões; mal ditas nas conversas com o seu reflexo do espelho e escritas, compreendo, muitas vezes entre lágrimas. É visível cada afeto lapidado em sentimento; cada vivência lapidada em conhecimento e cada dor lapidada em sabedoria. Rasgando o verbo, no melhor estilo de prosa poética, Samylla Paixão coroa-se Escritora com todas as palavras ditas, bem ditas e benditas no seu livro-catarse.

Do inicio ao fim, esperei ler uma palavra, aliás, uma expressão bastante comum nas mídias sociais: ho’oponopono. A antiga prática havaiana que evoca a paz interior, o amor, o perdão, a gratidão e a cura de mágoas ou outros sentimentos negativos pelos quais somos invadidos no nosso dia-a-dia.

Na leitura de “Todas as palavras que nunca falei”, a cada página, ecoam, em nossa memória, as quatro frases repetidas como um mantra: “sinto muito”, “me perdoe”, “eu te amo”, “sou grato”, com o objetivo de guiar o praticante através das quatro etapas sentimentais: arrependimento, perdão, amor e gratidão. Compreendo, em tese, que é isso que faz Samylla Paixão com todas as palavras, agora, registradas para a eternidade no papel.

Não por acaso, talvez “sem querer querendo”, “Todas as palavras que nunca falei” termina com uma sessão de agradecimentos e podemos concluir a leitura, fechar o livro e dizer as nossas próprias palavras que nunca dissemos, repetindo: “sinto muito”, “me perdoe”, “eu te amo”, “sou grato”.

Somos gratos pela leitura e pela oportunidade de contribuir com a (r)evolução de Samylla Paixão e esperamos os próximos livros para confirmar nossas palavras e o talento dessa jovem, mas já veterana, Escritora.

Para finalizar e para não perder a oportunidade, deixo as minhas próprias palavras, coerentes e convergentes com o tema, que a maturidade me permite, sempre, dizer: calar jamais...

O singelo avesso
Da pele que habito,
Tece, sem ter sido,
Um futuro de recomeços;
O presente dos iludidos
E o manto áspero das desilusões;

Tantos “Eus” sufocados
Pela ânsia de um amor eterno,
Tantos sonhos naufragados
Presos aos seus grilhões.

Só por ti, oh! Divindade,
No limiar da Teogonia,
Me visto de claridade,
Sufocando as lamentações;

Doce fruto das elegias,
Com todas as dores eu faço poesia. (e Samylla também)

       - Tonny Aguiar Feat Vital Sousa


[LISTA DE ESPERA - 3a. TIRAGEM]
 
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Vital Sousa
Quatro Editora / VTL Marketing & Gestão


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